ABSONANTE

Na busca de Justiça, já cansado da ignorância e da desonestidade intelectual.

segunda-feira, maio 30, 2005

A DEMOCRACIA INTERNA DOS PARTIDOS

Costumo dizer que os partidos portugueses - todos sem excepção - manipulam habilidosamente os militantes e as votações partidárias internas. Isso permite, a quem os lidera, controlar as oposições ou os grupos que, no seu interior, possam vir a tornar-se perigosos.

O CDS/PP, depois de Adriano Moreira, não foi excepção. Falámos disso, neste blog, na altura do congresso do partido.
Essa foi, também, uma das razões que nos levou a considerar José Ribeiro e Castro como melhor candidato do que Telmo Correia.
Mas as coisas levam tempo a mudar, como já se vai ver. . .

Os militantes do CDS/PP - supõe-se que todos - receberam hoje a convocatória para a eleição do Presidente do partido. Esta foi uma luta de José Ribeiro e Castro e que vai agora ser concretizada. Saúda-se esse aspecto, até porque isso foi prometido no congresso e é levado a efeito contra a opinião da oposição interna do partido.

O que já não se saúda, e até se critica abertamente, é o jogo de datas que se faz. Lembro-me de coisas parecidas no tempo do consulado de Manuel Monteiro e quando o secretário geral era o Gonçalo Ribeiro da Costa.
Mesmo que, agora, se julgue a priori que não vai haver mais nenhum candidato para além de José Ribeiro e Castro, não devia Martim Borges de Freitas atropelar datas. É que nos faz lembrar que também ele andou por aquela célebre JC do Manuel Monteiro. Foi, aliás, não o esqueçamos, o seu herdeiro.

Então que sucedeu? O secretário geral do CDS/PP enviou a convocatória para o dito plenário, por correio, no dia 27 de Maio, sexta feira. Esta não podia chegar aos destinatários - e só deve ter chegado a alguns - senão na segunda feira, 30 de Maio. Pois não é que é este o dia limite para apresentação de candidaturas que, ainda por cima, têm de ser acompanhadas de 200 assinaturas de militantes?

E que dizer quanto ao facto de os militantes em situação irregular - normalmente falta de pagamento de quotas - não poderem regularizar a sua situação? É que o Conselho Nacional que decidiu convocar o plenário de militantes foi realizado em 21 e 22 de Maio, mas a data de controlo da "regularidade" dos militantes é 20 de Maio.

São pequenas coisas, mas são coisas importantes para quem fez cavalo de batalha de uma eleição efectuada por todos os militantes. E que gostará de dizer que qualquer militante se pôde candidatar. Pôde mesmo? Pode mesmo? Poderá no futuro?






Nota: o Absonante agradece ao militante do CDS/PP que cedeu a sua convocatória e que preferiu ficar no anonimato.

TRAIDORES

O matraquilho (LMM) continua a atraiçoar os governos do seu partido.

SÃO ROSAS SENHOR


Continuam as "tangas da tanga rosa".

Já não há pachorra.

A LIÇÃO DE FRANCÊS


Os franceses disseram não à Constituição Europeia feita por um francês.

E nós?

quinta-feira, maio 26, 2005

DESONESTIDADE INTELECTUAL

Como se previa
as medidas difíceis surgiram.
Ganharam aqueles que defendiam Campos e Cunha contra o aparelho do PS. E com isso subiu o IVA para os 21%. Mas algumas das medidas que os outros defendiam também foram contempladas.
Não há fome que não dê em fartura.

Como não fui surpreendido pelas medidas, é provável que tenha dado mais atenção aos discursos. E aí, sim, houve surpresa para mim. Apesar de não gostar mesmo nada do José Sousa dito o Sócrates, ainda consegui ser surpreendido pela desonestidade intelectual do discurso e pelas respostas às diversas interpelações.
Foi bonito ver o uso que se fazia de uma previsão que dependia, no essencial, da execução do Orçamento feita pelo actual governo. E para aqueles que percebem de Economia, esta previsão só atinge o montante de 6.83% devido à execução que existe e que o governo pretende manter. A não ser assim o défice era menor.

Claro que não ia ser o orçamentado mas as razões também são conhecidas, nomeadamente as que têm a ver com o pagamento de pensões dos trabalhadores da Caixa e o deslize das contas do SNS.

Apesar da pouca preparação cultural e científica do primeiro ministro, eu não acredito que ele não saiba isso. Como se entendem, então, as suas intervenções?


Também não posso deixar de olhar com desprezo para as intervenções apagadas e pouco dinâmicas do PSD. Que se passa?


E o CDS? Lutou muito mas foi pouco brilhante por não conseguir perceber o que é que era importante.


E nós? Não temos intervenção na AR. Somos proscritos. Pagamos o ónus de sermos de Direita.

terça-feira, maio 24, 2005

DEIXEM-ME GRITAR!!

JÁ ESTOU FARTO DO BENFICA E DOS BENFIQUISTAS.

Perdoem-me os mesmos o insulto, mas as suas manifestações fizeram-me lembrar o 25 de Abril de má memória. E o respectivo extravase das sarjetas.

segunda-feira, maio 23, 2005

VÍTOR CONSTÂNCIO , EX-SECRETÁRIO GERAL DO PS, FALOU

No seu discurso de hoje, o actual Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, que já foi secretário geral do partido socialista, manteve a postura séria que se lhe reconhece, apesar de a poder ter ferido de morte ao participar na encenação da nova peça de José Sousa, dito o Sócrates ("Ai Estamos Tão Mal, Tão Mal"), que hoje fez a sua estreia no Teatro de S. Bento. Diz-se que a peça tem sequência e chamar-se-à "A Desgraça da Classe Média Portuguesa".

Matérias importantes que foram retidas do discurso:

  • Nos períodos de crescimento do ciclo económico é necessário acautelar o futuro e prevenir os défices dos períodos negativos. Crítica escondida ao governo de Guterres e também a alguns anos de Cavaco (em 1991/92 a despesa pública aumentou 15% , o que deu a maioria absoluta ao esfíngico ex-primeiro ministro).

  • O défice de 2004 situou-se abaixo dos 3%, mas sem as receitas extraordinárias teria ficado em 5,2% (deve dizer-se que o governador do BP falou em 5,4% numa altura e 5,2% noutra).

  • O défice orçamentado para o actual ano de 2005 era de 4,5% mas inclua a abolição das auto estradas SCUT's e não tinha os encargos das pensões dos trabalhadores da CGD. Para além disso, o orçamento do SNS estava subavaliado, como de resto acontece desde há, pelo menos, 15 anos.

  • Nessas condições, e mantendo-se a actual situação, o défice de 2005 será de 6,83%. Apesar do número pouco redondo - e ridículo atendendo à distância a que nos encontramos do final do ano - ninguém duvida da sua aproximação.É que este governo já aumentou a despesa pública e não está a cumprir o orçamentado. Foi, aliás, a primeira coisa que fez, pois manteve as SCUT's (ao contrário do que previa a lei do Orçamento), aumentou ou pretende aumentar o subsídio de doença e acabou com a avaliação do Rendimento Mínimo Garantido. As duas últimas medidas, para além de aumentarem a despesa pública, são um incentivo ao absentismo.


A época em palco da peça que está a decorrer, dependerá dos efeitos que a mesma tiver na opinião pública. Depois seguir-se-à a outra peça, uma verdadeira obra de terror. O encenador de ambas, José Sousa, é ainda pouco conhecido nesta função. No entanto, a sua pouca preparação cultural e intelectual, está a deixar preocupados muitos dos espectadores habituais deste teatro.

Diga-se em abono da verdade, que ainda não é certa que a participação de Vítor Constâncio, na actual peça, tenha sido feita a contento do encenador. Muitos dizem que esta participação serviu mesmo para o assustar e, ainda, para ajudar um dos actores da companhia próximo de Constâncio, chamado Campos e Cunha. Parece que este último esteve quase a despedir-se do elenco e Constâncio quis evitar, a todo o custo, esse desiderato.

É caso para dizer, em linguagem teatral, "partam uma perna" ou, então, "façam muita m*rda".


IGNORÂNCIA, SANTA IGNORÂNCIA


Fantástica a ignorância e, também, a falta de preparação que os vários locutores e "pivots" de serviço demonstram quando falam e "discorrem" (?) sobre o défice e o Orçamento.

É tanta a sanha e a vontade de atacar o último governo que se geram confusões - para os tais ignorantes, claro - entre a previsão do défice para 2005 e o défice de 2004. As situações chegam a ser caricatas.


Ridículo.

ATRASADO . . . MAS SENTIDO

Fez ontem (ontem, porque ainda não nos deitámos) um ano que o GERALDO SEM PAVOR começou a alumiar os nossos caminhos.

O prazer de o ler não desarma a compreensão da luta que muitas vezes trava em prol de Évora.

Muitos parabéns e que venha a contar muitos anos. É o que lhe desejamos.

LUXOS, SÓ LUXOS


  • Um número verdadeiramente excessivo de funcionários públicos e que aumentaram estrondosamente durante os últimos anos do consulado Guterres. Todos os admitidos depois de 1998 deveriam ver a sua utilidade analisada. E despedidos caso não fossem necessários. Mesmo com pagamento de indemnizações.

  • Auto-estradas SCUT (sem custos para o utilizador). Só neste ano de 2005 o Estado terá de pagar mais de 521 milhões de euros, repartidos entre rendas (273), expropriações (160) e reequilíbrios financeiros (88). Este valor é superior a toda a verba transferida, neste mesmo ano, do Orçamento de Estado para o Instituto das Estradas de Portugal. Prevê-se que, até 2015, o Estado tenha de pagar mais de 20 mil milhões de euros. Só em 2031 ou 2032 é que terminarão as concessões. Será inviável a manutenção do IEP para fazer face à sua actividade tradicional, nomeadamente, na manutenção da rede viária, segurança rodoviária, conservação de estradas e pontes, e construção de obra nova. Para além disso é um modelo injusto pois alguns concelhos, atravessados pelas auto-estradas Scut, apresentam níveis de desenvolvimento elevados face a outros concelhos servidos por Auto-estradas com portagens.
IPC dos consumidores dos concelhos atravessados (média nacional: 100)


  • Estudantes do ensino superior que custam em média, por ano e por aluno, oito mil euros (8000 €), mais de três vezes o custo de um aluno do ensino superior privado.

  • Forças Armadas desnecessárias e inúteis, e que fugiram da luta quando isso foi necessário. Para além disso, participação em campanhas bélicas ou de ocupação, onde gastamos muitíssimo e fazemos um esforço muito superior àquilo que nos poderia ser exigido. Somos, no Mundo, um dos países que mais participa, em número de homens, nessas campanhas.

  • Transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro verdadeiramente monstruosas, deixando que as Câmaras gastem luxuosamente e se endividem apenas para satisfazer caprichos megalómanos de presidentes megalómanos.

domingo, maio 22, 2005

O DESCALÇAR DA BOTA DE JOSÉ SOUSA, DITO SÓCRATES


Dois meses e meio depois de ter tomado posse, o governo português ainda não apresentou trabalho que se visse. Fora o anúncio de medidas pontualíssimas, o governo só se tem preocupado em não abrir as bocas, não vá dar-se o caso de poder escapar algum dos planos (?) que terá para a Nação. E espera, espera não se sabe o quê.

Por outro lado, Vítor Constâncio tem um ponta de lança no governo, Campos e Cunha, antigo vice governador do Banco de Portugal e, hoje, ministro das Finanças.

E, parece, as divisões no governo e no PS estão a começar por aí. Mesmo tendo em conta que Vítor Constâncio está a proporcionar ao governo um clima que lhe permite tomar medidas difíceis, José Sousa e o "aparelho" do PS fazem finca-pé em só as tomar depois das autárquicas. E é aí que Campos e Cunha discorda. O ministro acha que, nessa altura, é tarde demais. Será?

E que medidas são essas que tanto se discutem no partido socialista? Diminuir as despesas do Estado? Cortarem alguns acessores, alguns automóveis, alguns contratos? Claro que não!!

As medidas que se discutem não são as medidas moralizadoras de que o País necessita. As medidas que se discutem, e é por isso que alguns socialistas (quase todos)querem que elas sejam deixadas para o fim do ano, consistem em "lixar, mais uma vez, o mexilhão". Ou seja, querem aumentar os impostos.

Uns querem aumentar o IVA para 21%. Outros acham que não. Esse é um imposto directo e dá muito nas vistas. Para além disso, dizem, é socialmente injusto. Porque é pago por todos. O que é preciso, mais uma vez, é "lixar" a classe média. Pois não é ela que paga quase todos os impostos? E, além disso, se os novos impostos forem indirectos, podem esconder-se, não é verdade?

E, nesse caso, o que é que poderemos vir a ter?

  • Imposto de selo em quase tudo. Dois euros e meio (2,50 €) por cheque entregue, mais cinco euros (5,00 €) por cheque cobrado ou depositado, isto é, sete euros e meio (7,50 €) por cheque. Uma boa medida para acabar com os cheques.
  • Mais imposto de selo no valor de dez euros (10 €) por cartão de pagamento, cobrado na emissão do mesmo. Só se aceitam cartões para três anos, no mínimo, já.
  • Imposto de selo no valor de cem euros (100 €) por automóvel, de taxa de estacionamento, a acrescentar à taxa de circulação, hoje imposto municipal. Aqui não há mesmo nada a fazer.
  • Um euro (1 €) por cada bilhete de estacionamento em parque público. Ficam baratos, os desgraçados (fazem lembrar que a empresa dos estacionamentos de Lisboa - a EMEL - tem prejuízo; mais valia não existir!). E se há taxa de estacionamento, porque raio se devem pagar parques públicos?
  • Quinhentos euros (500 €) de imposto de selo por cada empréstimo e por cada período de cinco anos que o mesmo dure. Uma boa medida para encarecer os empréstimos para compra de habitação.
  • Taxa moderadora de 250 euros (250 €) nos processos judiciais de cobrança de dívidas, cobrados logo na entrada. Um incentivo aos devedores e a não se pagarem dívidas.
  • Mais um euro (1 €) de imposto por litro de gasolina ou gasóleo. Com os outros 100 € de que já se falou, é para pôr o país a andar a pé; uma medida de saúde para acabar com a obesidade.
  • Outro euro (1 €) por bilhete de espectáculos. É melhor ir tudo para casa. Vamos acabar com o decréscimo da população.
  • Imposto sobre as portagens (0,50 € para valores de portagem até cinco euros, 1 € para valores entre cinco e dez euros e 2 € para portagens acima de dez euros). Isto é, pagarão uns a dobrar para que outros não paguem.
  • Imposto de 10% sobre quase tudo que custe mais de dois mil e quinhentos euros (2500 €). Vá aos chineses que é mais barato.
  • Impostos avultados sobre tabaco e alcool. Continuação das medidas de saúde.
  • Para as PME's (será para todos, mas são estas que vão sofrer mais) cem euros (100 €) por cada letra ou livrança descontada, reformada ou prorrogada; cinco mil euros (5000 €) por ano sobre todos os estabelecimentos que abram ao público para além da meia noite; imposto de selo de um euro (1 €) por operação registada em caixa depois da meia noite.

Enfim, tudo bom, tudo bonito. E se os senhores ministros começassem a dar o exemplo com medidas que mostrassem o seu empenho em reduzir as despesas do Estado?

NA SEMANA DO FUTEBOL

  • O Sporting, nos três jogos da semana, foi de tropeção em tropeção e termina com uma derrota vergonhosa, o que demonstra preparação psicológica deficiente.

  • A Académica foi empatar ao Porto, o que demonstra que o Moreirense foi o percalço motivado pela "exigente semana da Queima". Também o que é que queriam?

  • Curioso, curioso, foi o livre marcado por Pedro Henriques, no Bessa, logo no começo da partida. Então não é que foi marcado livre quando o Nuno Gomes tocou ao de leve no guardião do Boavista, depois de ambos terem saltado a uma bola? Fez lembrar Paraty e o golo de Luisão, na Luz, na semana passada, o que demonstra que certas "borradas" não fazem escola.

  • Interessante, também, o comentário daquele adepto benfiquista que convidou os portugueses a não irem trabalhar amanhã e, assim, melhor poderem festejar o campeonato; esta é mesmo à "portuguesa".

  • Só os benfiquistas é que têm aqueles cachecóis horrorosos que dizem "graças a Deus que não sou tripeiro" e "graças a Deus que não sou lagarto", ou os outros também têm pérolas destas?

  • Finalmente, nesta lista de comentários "à mais importante actividade do país", pode dizer-se que o Moreirense desce de divisão de cabeça erguida e com a dignidade intocada.


quarta-feira, maio 18, 2005

MANIFESTAÇÕES DE PEQUENINOS

Hoje, em “O Jogo”, vinha transcrita uma carta que um presidente de Assembleia Geral de uma Federação dirigia ao respectivo Presidente da Direcção.

Não se percebe bem como é que a carta, interna, se “transviou” ao ponto de ir parar ao jornal. Só baixa política o explica.

Mas o curioso, para além disso, neste país de pequenos déspotas, é o facto de o indivíduo em questão, que já foi presidente do IND e tem feito toda a sua vida pendurado no Estado (hoje é um professor com mestrado, mas de menor importância, numa universidade privada), achar impossível que alguém possa ganhar mais do que ele.

Na realidade, em toda a carta ressalta a indignação do pobre coitado. E porquê? Porque a Federação, onde ele agora tem aquele cargo honorífico que se costuma dar aos indivíduos que se querem apenas mostrar por razões eleitorais, pagou a um técnico mais qualificado do que ele alguma vez será, acima daquilo que ele acha justo.

O técnico em questão é doutorado e professor numa Universidade pública, e dedicou toda a sua vida – dezenas de anos – à modalidade. Foi presidente do Conselho Científico e Director da sua Faculdade. Foi atleta e treinador. Foi treinador principal do Benfica. Treinou a selecção inúmeras vezes e foi Director Técnico da Federação durante vários anos. E o indivíduo, o tal pobre coitado, não gostou que esse técnico, na Federação, ganhasse quase tanto como ele ganhava no IND.

O pior é que não esconde isso. E não tem vergonha de o afirmar. E, todos sabem, nunca conseguirá chegar aos calcanhares do outro. A injustiça era o que ele ganhava. Não o outro. Que, aliás, estava a ser pago ao preço do mercado dos treinadores dos melhores clubes.

Ridículo e mesquinho. À portuguesa.

segunda-feira, maio 16, 2005

É TUDO FALSO NESTE PAÍS


Até o futebol.

O meu clube é, desde que me conheço, a Académica. Fui atleta, dirigente, treinador e membro do Conselho Desportivo do clube.

Desde há muitos anos que os melhores futebolistas da AAC vão para o Benfica, onde se têm tornado, até, verdadeiros emblemas do clube lisboeta. Como exemplos poderia dar o Artur, o Rui Rodrigues, o Artur Jorge, o Toni, o Mário Wilson (era "capitão" na Académica, não no SLB) e, mais recentemente, o João Tomás. Estes entre muitos outros.
Também poderia dizer que, entre a Académica e o Sporting, as relações nunca foram excepcionais. Especialmente depois da morte do Nene.

Digo tudo isto para proclamar alguma isenção em relação ao jogo efectuado no Estádio da Luz, entre o Benfica e o Sporting.

Não percebo, ainda hoje, como é que o golo de Luisão foi validado. O guarda redes dos sportinguistas estava dentro da pequena área, local onde os atacantes não lhe podem tocar, especialmente quando em suspensão (com os pés no ar). E, ninguém disse (nem mesmo Rui Santos, o comentador da SIC, que me pareceu o mais honesto de todos) que Luisão dá com a cabeça na cara do Ricardo, de forma violenta e que obriga a cabeça do guarda redes a saltar para trás. Para além de outros encostos no peito e nas mãos. Convido, aliás, todos que me lêem a verificarem o lance.

Sendo assim, como é possível validar o golo? Mas, também, como é possível aceitar jogos como o de Faro, com o Estoril, ou o da Luz, com o Belenenses?

Será que se pode falar de verdade desportiva?

Quem é que ainda acredita na Super Liga?

E nos árbitros? Quem acredita?


O EX-AMIGO OPORTUNISTA (E AGORA AMIGO DO MATRAQUILHO)

Como é que se pode votar num sujeito assim?


Foi levado, e levado, e levado ao colo pelo ex-amigo. Ninguém o conhecia. Nem filiado é. O ex-amigo, para além de o levar para a Câmara, até o levou a ministro.

Agradecido? Qual quê!!. . . O ex-amigo só fez isso porque precisava dele. Ele é que era o bom. E, agora, nem vai a qualquer cerimónia que seja presidida pelo ex-amigo. É que a lepra pega-se. E pode perder a presidência da Câmara.

Oxalá !

Que asco ! ! . . .





A PONTE SALAZAR

O marido em segundas núpcias de Bárbara Guimarães (parece que o primeiro foi o Pedro Miguel Ramos, actual marido de Fernanda Serrano), candidato à presidência da Câmara de Lisboa, disse-nos, em entrevista conduzida por Maria João Avilez, que Lisboa se afundou como capital europeia.

Mas ele que conhece os "maires" de Roma, Amesterdão, Paris e, até, de Londres, sabe perfeitamente o que há para fazer. Esses seus antigos colegas, têm feito um bom papel nessas capitais e ele, que tão boas relações tem com eles, está na primeira fila para aprender e fazer de Lisboa uma Paris Ibérica. Ah!, e também implantar o sistema de informação de Nova York.
Projectos, projectos e projectos é que são precisos (obras não, digo eu!).

Conforme nos ia dizendo isto, o marido de Bárbara Guimarães foi-nos mostrando os "tiques", especialmente aquele de esticar pescoço e cabeça ao mesmo tempo que encolhe os ombros. Interessante, não é?

Mas, mais que dos "tiques", do que eu gosto mesmo é daqueles "outdoors" que inundaram Lisboa, mais ou menos há dois dias. Não é que o marido de Bárbara Guimarães gosta de projectos com princípio, meio e fim, e põe como fundo e, supõe-se, como exemplo, a Ponte Salazar?

Será que 40 anos depois, começa, finalmente, a fazer-se justiça?

domingo, maio 15, 2005

AS EMBRULHADAS

O cometimento de acções ilegais deve ser punido independentemente do autor. É isso que defendemos, é por isso que lutamos.

No entanto, o modo como os meios de comunicação portugueses apresentam e comentam determinados casos de Justiça, leva-nos a pensar que, por trás do que eles mostram, há muita manipulação e muitas ligações perigosas, especialmente quando os infractores são políticos conhecidos.

Mas as coisas pioram quando encontramos, no meio disto tudo, adversários do Partido Socialista ou o próprio Partido Socialista. Este partido, após o caso Casa Pia e especialmente desde a altura das Europeias, tem tido um comportamento que me parece fortemente criticável, para não dizer pior.
Os membros do partido, nas eleições, atacam, de forma suja, os seus adversários. Logo a seguir, reconhecendo o poder que têm nos "media", começam a gritar que foram atacados de forma suja. Mais ou menos como se atirassem pedras e gritassem que os estavam a atingir à pedrada. E, apesar de isso ser visível aos olhos mais abertos, o que é certo é que tem dado resultados entre a "populaça".

Se nos referirmos às Europeias, entre o "povoléu", quase todos julgam que o malogrado professor Sousa Franco foi atacado de forma soez. Ele próprio ajudou à festa. No entanto, quem analisou com atenção o que se disse na altura, deve ter ficado surpreendido com a susceptibilidade do professor. E desagradado com o efeito que se procurava. As coisas acabaram mal, como se sabe, e por culpa apenas do PS.

Nas Legislativas, as "cenas" não foram melhores. O PS aproveitou-se do que se dizia, à boca cheia, do seu candidato a primeiro ministro e, atribuindo a culpa disso ao candidato do PSD, tentou e tirou a máxima vantagem do facto.

Também podíamos mencionar a, mais antiga, tentativa de aproveitamento do caso Moderna face ao caso Casa Pia. E, no entanto, o próprio caso Casa Pia ainda hoje tem contornos que não se percebem. Quem ouviu, na Internet, o que se disse naquelas célebres cassetes gravadas com o, na altura, director da PJ (o juiz Adelino Salvado), deve ter ficado surpreendido por não ter havido mais prisões no PS.

Depois falou-se, e rapidamente se deixou de falar, do caso do "Freeport" de Alcochete. Estará a ser investigado? O que se passa com ele?

Agora aparece este caso de "tráfico de influências". Não sei se houve ou se não houve. Mas se houve, que se condene, pela moldura apropriada, os infractores. E se condenem, também, todos os outros culpados de outros casos, estejam ou não no Governo.

Será que os sobreiros de Setúbal, para o estádio de futebol, são menos importantes que os sobreiros de Benavente, para o campo de golfe? e quem é que conhece que, neste último caso, se propôs a plantação de 25000 sobreiros como medida de compensação pelos 2600 (quase 10 vezes menos) que se queriam deitar abaixo? . . .
E com tanto político a favor do complexo turístico (note-se o que diz o presidente da Câmara de Benavente, do PCP/PEV, e que ganhou com 53% as últimas eleições), quem é que conhece as desvantagens desse complexo? São só os sobreiros? Mas 25ooo não são mais que 2600?

Há outras coisas que me deixam intrigado. Fico sem saber, tendo em conta o desgaste pessoal a que se sujeitam, porque é que pessoas que ganham muito mais dinheiro na vida privada do que no Governo, se deixam seduzir e aceitam fazer parte do elenco governativo deste país. Esses, pelo menos, não vão lá para encher os bolsos.

É que, pelo contrário, também me faz confusão que outros, que nunca tiveram onde cair mortos, e que no exercício da profissão recebiam pouco mais de 100 contos, consigam enriquecer e comprar andares de luxo, carros topo de gama e vestir Armani. E, nalguns casos, até fazer ou completar licenciaturas.

Quem sabe como é que isto sucede?



Amadeo Souza Cardoso - Cozinha da Casa de Manhouce

quarta-feira, maio 11, 2005

ANTÓNIO JOSÉ DE BRITO E O NACIONALISMO

O nacionalismo definimo-lo como a ética para a qual cada nação, enquanto nação, é um supremo valor. Dizer isto, contudo, não basta, nem esclarece, suficientemente, ninguém. Na verdade, a atitude de considerar cada nação um supremo valor não terá nunca um significado preciso, antes de determinarmos que sentido se atribui ao termo "nação". Sem o fazermos, jamais saberemos em que consiste, a valer, o nacionalismo (e jamais poderemos apreciá-lo crìticamente e apontar o seu destino) uma vez que não averiguámos, ainda, se aquilo que ele diz acatar e venerar, acima de tudo, não passa duma palavra vazia ou duma noção estruturada com coerência.

Não vamos, claro, procurar descobrir resposta à nossa pergunta acerca do sentido do termo "nação" nas obras dos pensadores liberais, individualistas, católico-progressivos, marxistas, etc. Todos eles dão um sentido ao vocábulo. Esse sentido, porém, está muito longe de nos indicar o que o nacionalismo eleva à categoria de supremo valor. Apenas o sentido que, no próprio campo do nacionalismo, se atribui à palavra nos pode elucidar acerca da possívelexistência dum ideal específico, perfilhado por essa doutrina, podendo, por conseguinte, mostrar-nos o que a caracteriza, no domínio axiológico.

Simplesmente, ao procurarmos determinar o sentido que no campo do nacionalismo se atribui ao termo "nação", nós devemos ter o cuidado de não considerar nacionalistas determinados movimentos de relevo assim denominados, quer por partidários, quer por adversários, consoante sucede com o Fascismo, o Nacional-Socialismo, a Acción Española, o Rexismo, a Guarda de Ferro, o Falangismo, etc.

Com efeito, tanto o Fascismo (que em si absorveu a associação nacionalista italiana dum Corradini, dum Rocco, dum Forges-Davanzati) como o Nacional-Socialismo, a Accióm Española, o Rexismo, a Guarda de Ferro ou o próprio Falangismo não se enquadram no conceito de nacionalismo que tomámos para ponto de partida. Fascismo, Nacional-Socialismo, Accióm Española, Rexismo, etc., não julgam cada nação um supremo valor, não professam o culto exclusivo da nação. O Fascismo acima de tudo coloca o Estado, que distingue, substancialmente, da nação, considerando a última uma criação do Estado, subsistindo no e pelo Estado. O Nacional-Socialismo exalta a raça e, à semelhança do Fascismo, distingue a nação da raça, avaliando as nações em função da raça que lhes imprime a marca. A Acción Española defende, não a nação, mas a "Hispanidad", conceito que designa a civilização comum a certas nações, as nações de raiz espanhola impregnadas de espiritualismo católico, e exclui de si as restantes nações tomadas no seu simples aspecto de nações.

Finalmente no que respeita ao Rexismo, à Guarda de Ferro, ao Falangismo, etc., as suas raízes fascistas ou nazistas são tão visíveis e patentes que òbviamente nos impedem, também, de os incluir entre os nacionalismos.

Restam-nos, pois, entre os movimentos habitualmente classificados de nacionalistas a Action Française, com todos os respectivos discípulos europeus, e o Integralismo Lusitano.

Ora nós cremos que, de facto, só a Action Française e o Integralismo Lusitano são autênticos nacionalismos no significado já por nós atribuído à expressão.

António José de Brito, Destino do Nacionalismo Português, Lisboa 1962, Editorial Verbo.

Nota: este texto do Professor Catedrático Doutor António José de Brito, tem marcado um grande número de Portugueses. Tentaremos, sistematicamente, ir transcrevendo as principais passagens do livro.

segunda-feira, maio 09, 2005

PORTUGAL ESTÁ DOENTE

Já são várias as crianças, na maioria de tenra idade, que são mortas por um ou por dois progenitores. Normalmente com excessos de perfídia e malvadez, nomeadamente queimaduras de cigarros e, até, pior do que isso.

Este é um dos sintomas gravíssimos de doença da nossa sociedade. E, quer se queira, quer não, é um sintoma que só apareceu de há poucos anos a esta parte. Não há entre os mamíferos - onde os nascituros e jovens estão dependentes dos pais - outros exemplos deste tipo.

Pior ainda é saber que uma grande parte dessas crianças vivia bem em casa de pessoas que as tinham acolhido e que lhes davam amor. E que os "técnicos" deste país as tiraram desses locais, baseados em critérios que jamais serão entendidos.

É caso para perguntar: esses "técnicos", hoje em dia tão preponderantes nos Tribunais de Família e noutros locais similares, terão inteligência e preparação cultural e científica para suportar as funções que lhes estão confiadas?
Todos sabemos que, ainda não há muitos anos, nem sequer licenciatura tinham. Hoje em dia têm-na, mas será que quem vai para esses cursos tem uma licenciatura de exigência e de acordo com o que lhe vai ser solicitado? E experiência de vida? Ou é chegar e está a andar?

É que há coisas que não podem suceder. E esta de retirar crianças de locais onde são bem tratadas, para as colocar em casa de progenitores que não sabem sequer tratar deles próprios, e onde as crianças acabam por ser assassinadas, é uma delas. Que tem de acabar. Tal como tem de acabar, para esses "técnicos", a inimputabilidade das acções que propõem ou subscrevem.

MATRAQUILHOS DO MESMO VARÃO OU PIT BULL VINGATIVO?

Marques Mendes afirmou que não foram razões jurídicas que conduziram à sua decisão de não deixar concorrer Valentim Loureiro e Isaltino Morais, pelo PPD/PSD, às Câmaras de que são ou foram detentores.

Compreender-se-ia melhor - e até se aplaudiria - se essa decisão fosse motivada por essas razões. É que as razões políticas invocadas fazem lembrar que esses são, entre os sociais democratas que são suspeitos ou arguidos em processos, aqueles que não o apoiaram no congresso de Pombal. Ao contrário de outra e de outros.

Afinal, o congresso acabou ou não?

TUDO PARADO

Com a "morte" simultânea de dois discos, na passada quarta-feira, a minha actividade informática sofreu um rude golpe.
A partir daí, a necessidade de recuperar algumas centenas de GigaBytes tem obrigado quase tudo a passar para segundo plano.
O pouco tempo disponível é gasto a colocar os discos na arca frigorífica, retirá-los, tentar recuperar cerca de 10 GB de cada vez e voltar a pô-los na arca. Uma verdadeira aventura.
A Esperança da recuperação ainda não morreu. E assim volta o Absonante à blogosfera.

quinta-feira, maio 05, 2005

SOLUÇÃO DO ENIGMA DE EINSTEIN

Conforme prometido, coloco hoje, aqui no Absonante, a solução do enigma.

Só sete pessoas mandaram soluções. Duas delas de esquerda.
Não que isso fosse distintivo, mas eu próprio afirmei que a Direita era a detentora da inteligência.

A primeira a acertar foi, como já disse, o "O Porta-Bandeira".

No entanto, aquele que afirmou ter feito o melhor tempo (5m37" cronometrados!!) foi o "cidadão do mundo". De esquerda, sim senhor.






1ª casa2ªcasa3ªcasa4ªcasa 5ªcasa
amarelaazulvermelhaverdebranca
norueguêsdinamarquêsinglêsalemãosueco
HollywoodCharmeMarlboroCamelFree
águacháleitecafécerveja
gatoscavalospássarospeixecachorros

segunda-feira, maio 02, 2005

O DIA DE HOJE NA POLÍTICA NACIONAL

  • José Ribeiro e Castro convidou Daniel Campelo para se candidatar pelo CDS/PP à Câmara de Ponte de Lima. Compreende-se a vontade do líder daquele partido em unir as hostes, e até se louva essa intenção. Mas o caso particular de Daniel Campelo é muito especial. Daniel Campelo votou sozinho, contra o seu próprio partido, numa questão estratégica fundamental. Daniel Campelo pode apresentar as razões que quiser mas, em última análise, ou se vendeu, ou colocou os interesses particulares do distrito de Viana do Castelo à frente dos interesses de Portugal. Pelo menos, à frente dos interesses de Portugal tal como os órgãos competentes do seu partido tinham definido. E a isso chama-se traição. E quem comete uma traição comete duas ou três. E é um traidor. Não tem outro nome. Não é uma pessoa confiável, nem de honra. Mesmo que possa alegar em sua defesa, alguns hábitos "golpistas" e chantagistas que a "juventude" maneleira sempre empreendeu. E a que ele, pelos vistos, se habituou.

  • Hoje, pelas 24 horas, na SIC-Notícias, Pedro Santana Lopes vai dizer de sua justiça. Pelos excertos que já ouvimos, vai mostrar-se humilde e, até, conciliador. Não deixará de dizer que haverá um dia em que se fará um balanço e se julgarão "os matraquilhos", "os que nunca tinham dúvidas" e acham que o povo "não mete os ovos todos no mesmo cesto", os amigos "louvaminhas" e traidores de primeira ocasião. Santana Lopes foi "assassinado políticamente". De um modo que nem Sá Carneiro, com todas as injustiças a que o sujeitaram, sofreu. Esperamos a entrevista com impaciência. E esperamos, também, que um dia se faça justiça. E que todos os "cavacos" e "matraquilhos" sejam queimados na fogueira dessa justiça.

domingo, maio 01, 2005

HOJE EM "A DOIS:" E NO "DIGA LÁ EXCELÊNCIA" . . .

José Ribeiro e Castro afirmou, em relação ao CDS/PP, que "a sua âncora está na Direita democrática".

Apesar de admitir que o agrupamento político que dirige pode chegar a abranger o centro, tornou as águas límpidas quando colocou na Direita, sem "papas na língua", o partido que acabou de o eleger.

E, com isso, também desarmou todos aqueles que, ultimamente, o querem colocar no centro, e o designam, a ele, por centrista e "herdeiro" e delfim de Freitas do Amaral. Aliás, sobre Freitas, acabou por dizer, que ele sempre tinha tido uma relação difícil com o CDS.

E nem quis ouvir falar de diferenças entre CDS e PP, por achar que só os que querem destruir o partido é que encontram essas diferenças.

Esteve muito bem, mas sem empolgar. Próximo do seu registo natural.


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Sítios Que Nos "Linkaram"

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