ABSONANTE

Na busca de Justiça, já cansado da ignorância e da desonestidade intelectual.

sábado, abril 30, 2005

SÓ QUATRO RESPOSTAS?

Estava à espera que mais gente se entusiasmasse com
o pequeno desafio.

Até agora só recebi quatro respostas, sendo o primeiro a acertar o "O Porta-Bandeira".

HOJE É DIA DE LILI MARLEEN



<br /><br /><bgsound src="http://eri.ca/refer/lilimarl.MP3">Willy Fritsch ~1939




<br /><br /><bgsound src="http://eri.ca/refer/marlened.MP3">Marlene Dietrich

Créditos para The Official Lili Marleen Page.


Letra de Hans Leip, 1915

1. Vor der Kaserne
Vor dem großen Tor
Stand eine Laterne
Und steht sie noch davor
So woll'n wir uns da wieder seh'n
Bei der Laterne wollen wir steh'n
: Wie einst Lili Marleen. :

2. Unsere beide Schatten
Sah'n wie einer aus
Daß wir so lieb uns hatten
Das sah man gleich daraus
Und alle Leute soll'n es seh'n
Wenn wir bei der Laterne steh'n
: Wie einst Lili Marleen. :

3. Schon rief der Posten,
Sie blasen Zapfenstreich
Das kann drei Tage kosten
Kam'rad, ich komm sogleich
Da sagten wir auf Wiedersehen
Wie gerne wollt ich mit dir geh'n
: Mit dir Lili Marleen. :

4. Deine Schritte kennt sie,
Deinen zieren Gang
Alle Abend brennt sie,
Doch mich vergaß sie lang
Und sollte mir ein Leids gescheh'n
Wer wird bei der Laterne stehen
: Mit dir Lili Marleen? :

5. Aus dem stillen Raume,
Aus der Erde Grund
Hebt mich wie im Traume
Dein verliebter Mund
Wenn sich die späten Nebel drehn
Werd' ich bei der Laterne steh'n
: Wie einst Lili Marleen. :



ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA
(O.A.F.)



Será que o perigo já lá vai? Esperamos e confiamos que sim.

AINDA OS DIAS DA VERGONHA EM COIMBRA

No dia 26 de Abril começaram os abusos.
Um deles foi a invasão de edifícios públicos conectados com o Regime do Estado Novo.

A Cidadela era cooperativa e privada. Mas calculámos que, mais hora menos hora, lá iriam. Preparámo-nos para a sua defesa. O acesso aos andares onde estávamos instalados era difícil por a escada ser estreita. Resolvemos vender cara a ocupação se ela viesse a acontecer.

Nesse dia apareceram, como por acaso, umas garrafas cheias de gasolina e uns trapos, à porta do andar mais baixo. Alguns dos bancos mais pesados também se encontravam junto a essa porta quando a polícia de segurança pública, solícita e bem disposta, apareceu, já à noite. Desfeitas as garrafas e os enganos, houve gente que por lá ficou, depois de a PSP ter saído.

Nesses momentos, eu e outros Portugueses andávamos pelas ruas da cidade. Os vários comandos dos CNAR também. E Coimbra, no dia seguinte, dia 27, acordou diferente. Por toda a cidade, mesmo por toda a cidade, apareceram frases patrióticas escritas nas paredes. Algumas medianamente violentas. Isso, de uma forma que nos impressionou, atemorizou a cidade. Ninguém, naqueles dias, esperava uma coisa dessas.

Nesse dia 27, mantivémo-nos pela Cidadela durante toda a manhã, mas o número de defensores ia diminuindo, conforme o tempo ia passando e as coisas, a nível nacional e em termos políticos, iam piorando. Fizémos uma escala para o almoço. Saí para almoçar em casa e ficou na cooperativa um camarada de nome Manuel. Almocei o mais breve que podia e voltei. Quando cheguei "eles" já estavam a entrar. O Manuel apavorado fugira, e escondera no frigorífico de uma casa vizinha um revólver que possuía. Só de "gargalhada" se a ocasião não fosse grave.

Assim que "os sujeitos" subiram, colocaram na varanda um cartaz, já pintado, com "Movimento Democrático dos Estudantes" escrito.
Telefonámos, eu e outros camaradas que estavam numa agremiação situada quase em frente, para a polícia. Lembrámos a quem nos atendeu que nos tinham dito, na noite anterior, que não ia haver problema. Disseram que já iam mandar um carro e resolver a questão. Passaram cinco, depois dez minutos e nada. Voltámos a telefonar. Voltámos a ter a mesma resposta. E nada aconteceu. À terceira ou quarta ou quinta tentativa, lá nos disseram que o Quartel General tinha proibido que fizessem qualquer coisa. Percebemos que, no dia anterior, a polícia tinha sido a guarda avançada, para garantir que não havia problemas.

Os dirigentes da cooperativa também tinham desaparecido. Já não os víamos desde o próprio dia 25. Devo aqui dizer que o Presidente nunca fora muito dado à coragem. E numa situação destas não era esperado que por lá aparecesse (como se verá mais tarde, enganávamo-nos).

Foi resolvido, num ápice, que eu e um irmão do Presidente da Direcção (completamente diferente) iríamos tratar das coisas ao Quartel General. Chegámos lá e pedimos para falar com o comandante. Não nos atendeu - disseram-nos que não estava - mas o segundo comandante, um tenente coronel para-quedista recebeu-nos. Dissemos ao que íamos. Ameaçámos que não podíamos controlar os vários sócios ex-combatentes (a Cidadela tinha realizado, havia pouco tempo, o Congresso dos Combatentes) detentores de várias granadas de mão e outros artefactos de combate. Era "bluff" mas o facto de a polícia ter desarmado os "cocktails Molotov" da véspera deu-nos credibilidade. O segundo comandante, aflito, pediu-nos que não fizéssemos nada. Disse até que podíamos ir ver que nada estava estragado nos dois andares que nos pertenciam. Se pensou que, atemorizados, não iríamos, enganou-se.

Voltámos de carro e estacionámos à frente da cooperativa. Entrámos.
O bar tinha sido arrombado e estava aberto. Mas estava em boa ordem. Aparentemente não havia roubos. As "gentes" daquele tempo, mesmo comunistas, ainda não se tinham habituado ao 25 de Abril. Com a livraria passava-se o mesmo. Centenas de pessoas ouviam música em alto volume. As várias salas de convívio estavam cheias de uma "fauna" suja e cobarde.
Conforme íamos percorrendo as várias divisões, o som das vozes, os gritos, os berros, iam desaparecendo. Era caricato. A certa altura já só se ouvia a música.
Aquelas centenas de "comunas" encolhiam-se de medo quando passávamos por eles. Para isso contribuía um certo historial de lutas académicas. Mas naquela altura pareceram-me ridículos e cobardes.

Só passado um bocado, um comunista que tinha sido aluno em Coimbra mas que já não era (suponho que concluíra o seu curso de Química e estava em Aveiro), meu antigo colega em Lisboa, Luís Lima Ramos de seu nome, arranjou estofo para me abordar. Falou alto e forte, recebeu contestação mais alta e mais forte. E uma ameaça de violência física. Como ninguém ajudou, encolheu-se também.

Acabámos calmamente a "revista" e voltámos ao Quartel General. Continuámos o "bluff" e afirmámos que, por nós, nada feito. Acabava ali a nossa intervenção. O tenente coronel para-quedista pediu-nos, implorou-nos, apenas dez minutos. Em dez minutos ele esvaziava a cooperativa.

Foi homem de palavra. Metemo-nos no meu carro e cinco minutos depois estávamos à porta da Cidadela.
Não esperámos sequer outros cinco minutos para os ver sair. Cabisbaixos e com o seu cartaz do "Movimento Democrático dos Estudantes". No final da saída apareceu o Presidente da Direcção. Quando já não era preciso.

E, pode dizer-se, foi assim que foi salva a Cidadela de Coimbra. As suas filiais do Porto e de Lisboa não tiveram a mesma sorte.

sexta-feira, abril 29, 2005




A SÁBADO DE HOJE . . .

aproveita o cinquentenário da morte de Einstein, o judeu mais famoso do mundo (e que não se inseria na comunidade sionista), para colocar um enigma que, segundo a revista, apenas 2% das pessoas consegue resolver.

Eu penso e acredito que, na Direita, uma percentagem muitíssimo maior o consegue.
Quando muitos perguntam porque são da Direita, eu respondo que é porque são inteligentes.

Mas vamos ao enigma que, deixem-me dizer-lhes, é fácil de resolver. Demorei mais ou menos 10 minutos para o fazer e não me considero um génio.
Quem o resolver pode escrever para o Absonante, que eu responderei a dizer se acertaram ou não. Quem não quiser sujeitar-se a isso, pode comprar a próxima "Sábado" e verificar a solução. Ou vir ver, ao Absonante, na próxima 4ª feira (às quintas feiras - véspera de saída da "Sábado" - eu estou fora e tenho poucas hipóteses de trabalhar no blog).

Agora o teste que foi criado pelo físico para os seus alunos:

1. Há cinco casas de diferentes cores;
2. Em cada casa mora uma pessoa de nacionalidade diferente;
3. Nenhuma delas tem o mesmo animal, fuma o mesmo cigarro ou bebe a mesma bebida;
4. O inglês vive na casa vermelha;
5. O sueco tem cachorros;
6. O dinamarquês bebe chá;
7. A casa verde fica do lado esquerdo da casa branca;
8. O homem que vive na casa verde bebe café;
9. O homem que fuma Marlboro cria pássaros;
10. O homem que vive na casa amarela fuma Hollywood;
11. O homem que vive na casa do meio bebe leite;
12. O norueguês vive na primeira casa;
13. O homem que fuma Charme vive ao lado do que cria gatos;
14. O homem que cria cavalos vive ao lado do que fuma Hollywood;
15. O homem que fuma Free bebe cerveja;
16. O alemão fuma Camel;
17. O norueguês vive ao lado da casa azul;
18. O homem que fuma Charme é vizinho do que bebe água.


A "Sábado" pergunta:
Quem tem um peixe como animal de estimação?

O "Absonante" quer saber tudo sobre os homens e as suas casas (é a mesma coisa, mas é para não fazerem tentativas ao acaso).



quarta-feira, abril 27, 2005

LI, RELI . . . E NÃO ACREDITEI


Há Homens que, pelo seu valor cultural e intelectual, nós não gostamos de ver submeter-se a outros, mais fracos intelectualmente e que, ainda por cima, não são capazes de lutar de frente, lealmente, quer seja quando levantam a espada, quer seja quando levantam, no ar, a caneta.

Foi por isso que não acreditei. Foi por isso que fiquei triste. Foi por isso que até fiquei intimamente envergonhado quando li algumas linhas públicas de um Homem desses, de um Homem de grande valor intelectual.

Nem sempre os intelectuais conseguem ver as fraquezas de carácter dos outros. É pena.

JORGE FERREIRA CONTINUA ZANGADO






Vários postais no
TomarPartido, sobre o congresso do CDS/PP, mostram que Jorge Ferreira ainda não tem a imparcialidade de quem já fez a digestão da saída do partido.

Eu tenho pena porque gosto do que o antigo ideólogo de Manuel Monteiro (dos tempos da JC) escreve.


E é um homem leal ao seu amigo, como gosto de ver. Manuel Monteiro já teve outros ideólogos depois dele - Paulo Portas e Diogo Pacheco de Amorim são exemplos disso - mas Jorge Ferreira continua fiel e leal.

E zangado! . . . Por procuração?

MARQUES MENDES CONTINUA AOS TIROS . . .


. . . nos pés.

Desta vez deu com um franco-atirador como ele que, ao contrário de outros militantes também com possibilidades, pensou primeiro nele e. . . decidiu dividir as hostes.

É vê-los aos tiros nos pés uns dos outros.

É pena que a lógica agora utilizada por Marques Mendes seja exactamente a contrária da lógica utilizada para Lisboa.

Só pode ser a lógica da batata!! Ou será a da conveniência ? . . .


AINDA NO DIA DA VERGONHA, EM COIMBRA E NA 1ª PESSOA

Durante a tarde chegaram os para-quedistas a Coimbra para ocuparem o Quartel General da Região Militar do Centro (ou será que ainda se chamava 2ª Região Militar? - já não me lembro!).

Na cooperativa Cidadela, um bastião da Direita Nacional-Revolucionária e anti-marcelista, fez-se uma reunião já mesmo ao fim da tarde e com vários elementos vindos de Lisboa. Houve divisão como sempre. Alguns, que tinham servido no Ultramar sob as ordens de Spínola, acharam que podiam confiar no movimento e no próprio general do monóculo, a quem Marcelo cedera o poder "para que não caísse na rua". Outros, encabeçados por Goulart Nogueira, ao tempo mestre da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra, consideraram isso uma traição.

Os primeiros viriam a dar origem ao primeiro e maior movimento da Direita do pós 25 de Abril: em 6 de Maio constituiriam o Movimento Federalista Português. Aí pontificavam Fernando Pacheco de Amorim, Luís Sá Cunha, José Miguel Júdice, Miguel Seabra, todos de Coimbra e, ainda, José Valle de Figueiredo ou Luís Oliveira Dias, de Lisboa. De qualquer maneira e, na maior parte dos casos, era gente da cooperativa Cidadela que, mais ou menos um ou dois anos antes, se tinha expandido de Coimbra para Lisboa e para o Porto.

Os segundos (onde eu me incluía), em menor número, mas mais conscientes do que poderia acontecer e da necessidade de não nos transformarmos de integracionistas em federalistas de um momento para o outro - aquilo que criticávamos em Marcelo Caetano e que, dois anos antes, nos tinha levado (aos dois grupos) a uma detenção colectiva, no Porto, nas comemorações oficiais do 28 de Maio de 1972, no Palácio de Cristal - formámos o MAP, Movimento de Acção Portuguesa. Este segundo movimento era muito mais ortodoxo que o MFP e veio a ser, no 28 de Setembro, acusado de uma hipotética e falsa tentativa de assassinato de Vasco Gonçalves. Aqui militava muita gente, para além de mim e do já citado Goulart Nogueira, como por exemplo Rodrigo Emílio. Abstenho-me de dar mais nomes devido à nojenta perseguição de que o movimento foi alvo. E que fez passar por Caxias muito Português. E que por pouco não os levava a um fusilamento colectivo na Praça do Campo Pequeno, possibilidade sempre apresentada nos interrogatórios que se faziam.

Depois da citada reunião da Cidadela, reuniu-se secretamente um grupo clandestino da própria cooperativa. De noite, e dentro dos muros do Parque da Sereia, este grupo que se auto-intitulava "Brigadas Nacionais Revolucionárias", destituiu o seu comandante porque o mesmo se incluira no grupo do MFP, e isso foi considerado uma traição (hoje, esse comandante destituído, é um conhecido advogado lisboeta). Também foi decidido deixar cair o nome do grupo.
Aquelas cerca de 20 pessoas acabavam de constitur os CNAR, Comandos Nacionais de Acção Revolucionária. Passados dias iriam atemorizar Coimbra - sem que houvesse razão para esse temor.
Mais tarde fariam da Runa de Combate o seu emblema. E ligar-se-iam à italiana Avanguardia Nazional.

segunda-feira, abril 25, 2005

É PRECISO DIZER A VERDADE!

O medo já não tem razão de ser.

A incapacidade para nos mostrarmos politicamente incorrectos tem de deixar de nos tolher.

A Justiça pede-nos que digamos a verdade aos nossos filhos.

Que desmintamos as "cartilhas oficiais do ensino oficial".

Temos que nadar para fora deste esgoto em que todo o País se tornou.

31 anos é tempo demais para que a mentira perdure.

TEMOS DE GRITAR A VERDADE!

A DATA IGNOMINIOSA EM ITÁLIA

Em Itália, também o dia 25 de Abril é um dia de divisão entre o povo.
Este ano chora-se o 60º aniversário da revolta comunista contra a República Social Italiana.
Um abraço enlutado "agli camerati italiani".


O DIA DA VERGONHA EM COIMBRA E NA 1ª PESSOA





Há 31 anos, quando me levantava para me preparar para ir para a Universidade desta cidade de Coimbra, deparei-me com as notícias radiofónicas de uma revolta de militares.

Não eram ainda 8 horas da manhã, pois essa era a hora a que eu começava as minhas aulas (descontando os 15 minutos dos lentes, pois claro).
Lembro-me de os meus Pais estarem apreensivos e de, à minha Mãe, terem até aflorado umas lágrimas. Não sabíamos de que se tratava.

Eu queria imaginar que podia ser o Kaúlza de Arriaga, que já havia ameaçado no Dezembro anterior, mas uma bandeira portuguesa que tinha pendurado na parede do meu quarto e que nessa noite caíra, não pressagiava nada de bom.

Dirigi-me para a Universidade. Não houve aulas.
Todos mantínhamos, apesar de tudo, alguma boa disposição. Fui, juntamente com colegas e amigos, para o bar das Letras. Onde nos mantivemos atentos e expectantes.

A pouco e pouco ia-se percebendo o que se passava. Alguns, mais crentes, achavam que até podia ser coisa boa. No meu espírito eu não acreditava. Aquela bandeira que caíra da parede do meu quarto ...

Às 11 horas, mais ou menos, no mesmo bar das Letras, apareceu um casal de franceses. Apresentaram-se como sendo do "Libération". Ainda hoje me questiono como é que apareceram tão cedo. Queriam fazer perguntas sobre Portugal, sobre as "colónias" e sobre política em geral. Todos apontaram para mim, para que fosse eu a responder.

Levaram para contar, forte e feio. Apesar de terem dito que o iam fazer, nunca soube se publicaram ou não. Nunca me interessei pelo pasquim. Nem mesmo para saber se o que eu tinha dito lá vinha escrito.

A tristeza ia invadir-me e anestesiar-me, quase por completo - mas sem me tolher, como contarei - , nos dias que viriam ...

PORTUGAL DE LUTO



Há 31 anos, um bando de militares a lutar por mais pré, deixou-se instrumentalizar por um partido clandestino às ordens de outros povos e de outras nações.

Daí resultou a desgraça da Nação Portuguesa.

Os traidores, que haviam jurado defender a Pátria Portuguesa, nunca foram julgados nem pelo crime de terem perjurado.

Destruíram uma Terra que nunca mais se encontrou.

Os gastos sumptuários do Estado conduziram à bancarrota.

Libertaram o pior que havia dentro dos Portugueses.

As sarjetas humanas extravasaram e nunca mais voltaram à valeta ou ao seu esgoto natural.

A desordem, a corrupção e o engano estabeleceram-se para sempre na Nação Lusitana.

Os piores vícios privados, desde a pedofilia à pederastia, o consumo de drogas, o sadismo atingiram a sociedade e, até, o governo e a câmara de Portugal.

Os assassinatos, até aí praticamente inexistentes, tornaram-se coisa comum.

Até quando?

CONGRESSO DO CDS (FINAL)

Porque perdeu Telmo Correia o congresso do CDS-PP? Ou, porque ganhou Ribeiro e Castro?

1. Porque, para quem conhece o seu trajecto político dentro do partido, Telmo não inspira confiança.

2. Porque não defende posturas nem tem traços ideológicos, apresentando, em contrapartida, muitas posições dirigidas, apenas, à conquista do poder.

3. Porque ensaiou e encenou a caminhada para o poder.

4. Porque julgava-se tão certo do resultado do "plano" arquitectado com o grupo parlamentar, ou pelo menos com Nuno Melo e Álvaro Castelo Branco (e que arrastou a quase totalidade das Comissões Distritais), que não se preparou, a título individual, de forma conveniente.

5. Porque, quando precisou de apelar ao congresso e fazer um discurso envolvente, acabou atraiçoado por essa falta de preparação prévia.

6. Porque quando melhorou o discurso (durante a madrugada e após reunião com os principais apoiantes que o pressionaram fortemente), quebrou o bom clima com muitos ataques que acabaram, também, por cair mal e "escancarar" para todos os congressistas que era a ambição que o movia.

7. Porque aceitou, com excesso de confiança e sem lutar, a alteração do regulamento e a votação das moções por voto secreto (o que deitou por terra o plano tão minuciosamente arquitectado, já que os "caciques" envolvidos no projecto de poder não puderam controlar a "sua" gente).

Podemos quase afirmar que qualquer pessoa, com credibilidade e aceitação dentro do CDS-PP e que dispusesse desse tal voto secreto, o poderia derrotar.

Miguel Matos Chaves, obviamente, não estava nessas condições e não era seu adversário - nem de ninguém -, já que era um "bluff" nem sequer bem montado. Podemos dizer que, em certos aspectos, era um outro Telmo, com um plano sinuoso que ainda agora não se percebe bem.

Mas o mesmo já não se passava com José Ribeiro e Castro. Muitos anos de política com posições coerentes e praticamente imutáveis, uma quase falta de ambição pessoal, uma vontade de servir e ser instrumento do partido deram-lhe, juntamente com um grande discurso, coerente e apelativo, o apoio moral de todo o congresso. Mesmo daqueles que, ideologicamente, se sentiam longe do centrismo e mais à Direita.
Foi a diferença entre um "gentleman" e um franco-atirador.
Só não votou Ribeiro e Castro quem já tinha a "barba" presa.


domingo, abril 24, 2005

CONGRESSO DO CDS (XIV)

Moção de José Ribeiro e Castro ganha no XX Congresso do CDS-PP.

A moção "2009", escrita pelo punho do deputado europeu, acaba por receber, contra as expectativas gerais, 492 votos, mais 105 que a moção "Portugal, Já!" - que obteve 387 -, subscrita à última hora por Telmo Correia, num cenário preparado pelas distritais para o eleger.

Os cerca de 1300 congressistas ou, se se quiser, os 879 que votaram, não lhe quiseram proporcionar esse "gostinho".

Ainda bem, dizemos nós.


Nota: Presume-se que Telmo de Noronha Correia não apresente candidatura aos órgãos nacionais do CDS, pois afirmou que só o faria se a moção que apoiava ganhasse o combate das moções. Mas ...

CONGRESSO DO CDS (XIII)

O CDS-PP vai a votos entre as quatro e as cinco horas da madrugada. Como no embate entre Basílio Horta e Manuel Monteiro.

Espera-se que não aconteça o mesmo que aconteceu nesse congresso no Altis.

CONGRESSO DO CDS (XII)

Telmo Correia, durante a madrugada, com um discurso muito mais quente e arrebatador. Menos simpático e mais agressivo também. Agora só lhe importa ganhar. Perdeu a falsa condescendência com os outros candidatos. Atacou forte Ribeiro e Castro.

Tentou arrebanhar - e parece que conseguiu - as várias personalidades e caciques do CDS. Pires de Lima continuará vice-presidente se ele for eleito. Álvaro Castelo Branco continuará coordenador autárquico. João Almeida, o líder da JC, será secretário geral.

Telmo Correia oferece-se também para candidato à Câmara de Lisboa. Mas só se for o presidente do seu partido. Negativo ... ou não? Telmo Correia iniciou a guerra.

O CDS-PP enevoou-se um pouco...

Será que limpa com o discurso de José Ribeiro e Castro que vai começar agora?

__________________________

Ribeiro e Castro promete descentralização e desconcentração, porque "só assim se cresce".

Não apresenta nomes, porque só se for candidato, organizará listas. E contará com todos. Porque quer a unidade do partido. Porque quer ir em frente com toda a gente.

Disse ainda que o partido tem que se abrir dentro de si mesmo, porque só assim se abrirá ao exterior.

Acrescentou que, com ele, o CDS-PP vai à luta.

Já em declarações aos jornalistas, afirmou que o seu discurso foi de resposta a Telmo Correia porque este fez alguns ataques e críticas. Ele abdicou de fazer ataques mas teve de responder aos assuntos aflorados por Telmo.

Um homem digno e bom, dizemos nós.



CONGRESSO DO CDS (XI)


Luís Nobre Guedes apoia José Ribeiro e Castro. Já o esperávamos, claro.

Miguel Anacoreta Correia disse-o de manhã, reafirmou-o à noite: entre o sim e o não a Telmo Correia (ou a Ribeiro e Castro), é partidário do "nim".

Ou seja, tem um pé na candidatura de José Ribeiro e Castro, a quem elogia a moção, e outro pé na candidatura de Telmo Correia, a quem elogia a capacidade de liderança.

Ouvimos isso de manhã, à entrada do congresso, e não acreditámos. Por isso não o referimos. Confirmámo-lo agora. O Telmo, segundo Miguel Anacoreta Correia, é o melhor presidente para o CDS.

Ainda aí estão? Não caíram da cadeira a rir?


sábado, abril 23, 2005

Jeitos, trejeitos, jeitinhos e ademanes de José Sousa


Em cima, na revista "Sábado" de ontem e,
em baixo, no "Expresso" de hoje.



CONGRESSO DO CDS (X)

Narana Coissoró declarou o apoio ao seu ex-assistente na Universidade Internacional, Telmo Correia.

Não podia ser de outra maneira. Nem menos significativo.

Até hoje, nunca Narana Coissoró deixou de estar com todos os presidentes do CDS.
Sempre.
Apesar de, no meio do consulado de Manuel Monteiro, se ter zangado com este por ter sido empurrado para o círculo eleitoral de Leiria e não ter permanecido em Lisboa.
Na altura, acabou até por deixar Leiria, no que foi a sorte do "criado às ordens" de Manuel Monteiro, Gonçalo Ribeiro da Costa.

CONGRESSO DO CDS (IX)

Desculpem-me esta pessoal e privadíssima nota, dedicada a quem possa pensar o contrário do que afirmo:

Eu não falo de cor. Eu conheço mesmo os homens. E bem. Nalguns casos, infelizmente.



José Ribeiro e Castro, foto TSF/Filipe Morais

CONGRESSO DO CDS (VIII)

Patético!! O discurso (a decorrer) de Telmo Correia está a mostrar, neste preciso momento, a distância que o separa de Ribeiro e Castro.

Falou dos seus "ídolos": João Paulo II e Winston Churchill. Um convinha pelo mediatismo dos dias de hoje. E até foi utilizado no princípio e no final do discurso. Outro foi aproveitado para fazer "dueto" com o Papa e assim se poder condenar simultâneamente comunismo (através do Pontífice recentemente falecido) e nazismo (através do carismático e bem bebido primeiro ministro inglês). É a imagem da conveniência. Não se pode dar um pontapé no comunismo sem dar no nazismo, ou no fascismo, ou na Ditadura, ou no Estado Novo, ou no Salazar, etc. É assim o "pequeno" Telmo Correia. É um jovem homem velho. E não se trata só de imagem quando o afirmamos.

Mas há mais: Sendo um militante como os outros, apesar de concorrer à presidência do partido, está a falar à revelia do regulamento do congresso e com um tempo (absolutamente excessivo) que não lhe devia ser concedido, à luz do mesmo regulamento. Não apresentou moção, não tem direito a falar na apresentação de moções. Até porque as moções que o putativo candidato apoia, não prescindiram da sua apresentação nem deram tempo a Telmo Correia.
Tem direito, como os outros, a discutir essas mesmas moções. Mas não em lugar de destaque e, claro, com o mesmo tempo dos militantes inscritos.
Continua, portanto, a haver défice democrático no CDS. Como disse Miguel Matos Chaves por outras palavras. Significativo!

Discurso sorumbático, cinzento e até um pouco sórdido. Ainda continua e não está a gerar aplausos do congresso. E, no entanto, tudo o indica, o congresso vai elegê-lo. Que tristeza!!
Tenta responder a José Ribeiro e Castro mas só mostra inferioridade. Como é que um conjunto de congressistas, calcula-se agora, eleitos à luz das moções das distritais e, portanto, preparados para o elegerem, não consegue encontrar uma frase que conduza a um aplauso sincero e dinâmico?

Isto nem cinzentismo é!! Não encontro definição que possa corresponder a este discurso pobre, melhor, paupérrimo, miserabilista e retrógado. Olho e vejo um velho, engordado e anafado por dentro, de fato cinzento escuro e gravata cinzenta. Tenta apelar a alguns nomes, como o do meu amigo Luís Queiró, mas não consegue. É carga a mais para o homem.

Será mesmo que vai ser o próximo presidente do CDS?


CONGRESSO DO CDS (VII)

Os meus amigos e congressistas desta cidade de Coimbra, Manuel Rebanda e José Nora, discutiam e aprontavam ideias após o discurso de Ribeiro e Castro.
Gostávamos de os ter ouvido, especialmente por serem homens da velha Cidadela, ou seja, da Direita conimbricense antiga e conceituada.

CONGRESSO DO CDS (VI)

Telmo Correia mostrou-se crispadíssimo - à Manuel Monteiro - no final do discurso de Ribeiro e Castro.

Há jeitos que não se perdem!!!

CONGRESSO DO CDS (V)

Maria José Nogueira Pinto, a esposa de Jaime Nogueira Pinto, apoia inequivocamente José Ribeiro e Castro. Tal como António Lobo Xavier.

A provedora da Santa Casa citou Paulo Portas para relembrar que o partido não pode ficar na mesma quando tudo à sua volta mudou.
E Telmo Correia pode ser uma forma - minguada, já se vê - de tudo ficar na mesma.

CONGRESSO DO CDS (IV)

Telmo Correia, à entrada do congresso e a propósito da sua candidatura de última hora, comparou-se a Cavaco Silva e fez a ligação entre a encenação que montou e a caminhada do ex-primeiro ministro para a presidência do PSD.

Esqueceu-se de dizer que Cavaco (um indivíduo que, para nós, é execrável) não encenou nem montou a sua candidatura com os seus apoiantes. Telmo fê-lo. Telmo usou Nuno Melo com certeza. Todos se lembram que o líder parlamentar garantiu, há cerca de um mês, que havia um candidato e que a moção tinha sido feita para um candidato. Ficou à vista que isso era verdade. E a encenação não pode ser desmentida.
Quando a ética não é um valor, tudo vale.
Aliás outras cumplicidades devem ter sido montadas naquele grupo parlamentar.

Telmo esqueceu-se de dizer, na comparação feita, que também ele, como Cavaco, é um ambicioso que pensa primeiro nele e só depois no resto, seja este resto Portugal ou o partido a que pertence. Esqueceu-se, ainda, de falar nos tacticismos e na falta de ideologia que a ambos norteia .
Nós não nos esquecemos.

À hora que escrevo está a falar Ribeiro e Castro. Que se apresenta mais modestamente dizendo que a visão que tem dele próprio é uma visão instrumental. E do partido a mesma coisa.
Ribeiro e Castro ainda explicou que isto queria dizer que ele estava ao serviço do CDS e que o partido devia estar ao serviço de Portugal.
Não podemos deixar de concordar.
Ribeiro e Castro pode parecer que está mais longe de nós, ideologicamente, do que Telmo Correia. Mas moralmente, eticamente, está muito acima do candidato do "regime do partido".

Não há bons líderes se não forem moralmente inatacáveis.

Nesta altura paro de escrever para ouvir com mais atenção Ribeiro e Castro.

CONGRESSO DO CDS (III)

Telmo Correia confirmou, na noite de ontem, que pretende candidatar-se à presidência do seu partido.

Afirmou, nomeadamente, que o CDS devia "aproveitar a faixa política da Direita e seguir em frente".
A frase, inócua, dita desta maneira, faz lembrar as do seu ex-amigo e mentor Manuel Monteiro, com quem Telmo aprendeu a tabuada política e a quem traiu duas vezes.

O ambicioso candidato a líder do partido sem militantes, afirmou ainda que "a Direita que o CDS deve representar é a que defende o direito de liberdade de escolha e de opção".

Será que o CDS tem existência futura? Ou estão a preparar o seu enterro?


FREITAS DO AMARAL e CAETANO DA CUNHA REIS

Na véspera das eleições de Fevereiro,
falámos da esperança de Caetano da Cunha Reis em arranjar um lugar através de Freitas do Amaral.
A seguir, num postal de 1 de Abril (sobre a mentira do dia do Blasfémias), dissemos que Caetano da Cunha Reis estaria, possivelmente, a lutar por uma qualquer sinecura no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Foi neste último postal que nos enganámos redondamente. Nessa altura, já tinham passado dois ou três dias desde que Freitas nomeara o seu afilhado CCR como assessor, a ganhar segundo uma revista de ontem, 3820 euros entre ordenados e despesas de representação.


Passado menos de um mês, vem a "Sábado" dizer-nos que Caetano da Cunha Reis já pediu a demissão, devido ao facto de a revista o ter confrontado com uma investigação que fizera.
Nessa investigação, ainda segundo a "Sábado", CCR havia sido nomeado apesar de um percurso de vida muito atribulado, em que surgem dívidas imensas de uma sua empresa ao fisco e à Segurança Social, queixas crime devido a passagem de cheques sem cobertura e, até, uma queixa por "ofensas corporais e sequestro". CCR assegura que avisou o ministro e padrinho de casamento, mas que ele "achou que não era motivo para discriminação".
O assessor, que não completou o curso de Direito, tinha "a incumbência de dar apoio aos deputados portugueses no Parlamento Europeu".

Assim vai o governo de Portugal.

Quem acha que determinados comportamentos, julgados como pouco éticos até há meia dúzia de anos, não interferem com as capacidades ministeriais, devia pedir perdão aos Portugueses.

INDIGNO, TORPE E NOJENTO ...

... o comportamento do PSD e da sua direcção face a Santana Lopes.

quarta-feira, abril 20, 2005

SURPREENDENTE ...

... é o mínimo que podemos dizer do notável discurso da deputada Zita Seabra em que defendeu a manutenção da actual lei sobre a "defesa da Vida".

Especialmente por vir de quem vem.




SUA SANTIDADE BENEDITO XVI


Temos novo Papa.

O Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito, logo ao segundo dia, contra as expectativas e desejos dos "media" portugueses e de alguns católicos que a si mesmos se chamam progressistas...

Se nada vier a alterar a natural ordem das coisas, continuaremos a ter o celibato dos padres, sacerdócio exclusivamente masculino, condenação do aborto e dos meios contraceptivos não naturais, condenação da homossexualidade e uma Igreja feliz e alegre.
Assim seja.


Nota: Apesar de sempre terem aparecido, em Português, as duas grafias para os Papas que adoptaram o mesmo nome (Bento e Benedito), tem sido mais comum o uso de Benedito. Porque é que todos começaram, de repente, a dizer Bento XVI?

terça-feira, abril 19, 2005

HINO DA MOCIDADE PORTUGUESA

Não me sentiria bem se, depois do post anterior, não colocasse agora o Hino da Mocidade Portuguesa. Tenho pena de não ter encontrado, no entanto, música à altura.

Lá vamos cantando e rindo,
Levados, levados sim
Pela voz do som tremendo,
Das tubas, clamor sem fim...

Lá vamos que o sonho é lindo,
Torres e torres erguendo,
Clarões, clareiras abrindo,
Alva de luz imortal
Que roxas névoas despedaçam,
Doiram os céus de Portugal.

Querer, querer e lá vamos,
Tronco em flor estende os ramos
À mocidade que passa.

Cale-se a voz que turbada
já de si mesmo, se espanta.
Cesse dos ventos a infâmia,
ante a clara madrugada
em nossas almas nascida.

E por ti, ó Lusitânia,
corpo de Amor, Terra Santa.
Pátria, serás celebrada
e por nós, serás erguida.
Erguida ao alto da Vida.

Lá vamos cantando e rindo...


CARA AL SOL

Graças a este
postal do BOS não pude deixar de recordar os dois anos, muito activos, que passei em Madrid, já lá vão 30 anos. Os créditos vão para este site espanhol.


Cara al sol con la camisa nueva
que tú bordaste en rojo ayer,
me hallará la muerte si me lleva
y no te vuelvo a ver.

Formaré junto a mis compañeros
que hacen guardia sobre los luceros,
impasible el ademán,
y están presentes en nuestro afán.

Si te dicen que caí,
me fui al puesto que tengo allí.

Volverán banderas victoriosas
al paso alegre de la paz
y traerán prendidas cinco rosas:
las flechas de mi haz.

Volverá a reír la primavera,
que por cielo, tierra y mar se espera.

Arriba escuadras a vencer
que en España empieza a amanecer.


Cara al Sol em mp3 (Cornetas e tambores) [321 K]

domingo, abril 17, 2005



CONVENÇÃO DO PND

O Partido da Nova Democracia precisou, segundo o seu presidente, de se refundar.
A pergunta que imediatamente me saltou dos lábios foi: TÃO CEDO?

Dizia-se, entre os seus membros, e por muito que isto faça sorrir, que o partido não era de esquerda nem de Direita e que era preciso recolocá-lo ideologicamente. Que havia muitas questões sobre este ponto fundamental.

Com um pequeno grupo de militantes, custa a acreditar que as coisas fossem assim. Mas isso mostra claramente que o partido é de Direita. Só a Direita discute com a própria sombra o caminho a seguir. Só a Direita tem necessidade de se afirmar em documentos que postulem aquilo que é. Só a Direita encontra pequeníssimas razões que a levam à divisão e descura as enormíssimas razões que a deviam conduzir à união.

Só a Direita, infelizmente.

Para se perceber melhor a convenção, propomos que leiam este artigo de alguém que sabe do que está a falar.

E esperemos não ter mai
s um partido a querer situar-se no centro-esquerda, lugar onde, nos dias de hoje, se situa toda a "virtude pulhítica".



sábado, abril 16, 2005

CONGRESSO DO CDS (II)

O Congresso do CDS/PP, motivado pela demissão de Paulo Portas, é já no próximo fim de semana.

Até agora, já ultrapassada a data limite para a entrega de moções, apareceram dez documentos deste tipo. Candidatos a Presidente do partido, temos apenas um, a quem poucos militantes dão atenção ou credibilidade. Esta situação parece esquisita. Ainda mais se dissermos que este único candidato, Miguel Matos Chaves, não entregou qualquer moção de estratégia.
Os outros possíveis candidatos, de quem alguns meios de comunicação falam, são Telmo Correia (também sem moção de estratégia), Ribeiro e Castro e, desde há apenas dois dias, Nuno Melo.


Nuno Melo
tem pouca história no partido; é uma revelação recente e só não está no mesmo pé de Miguel Matos Chaves porque tem sido, ultimamente, líder parlamentar. Parece que só avançará se Telmo Correia o não fizer.

Telmo de Noronha Correia é bem conhecido e, para quem só ultimamente lida com ele - "ou seja, o novo partido" de Paulo Portas -, é um bom candidato.
Para os mais antigos isso já não é linear. Todos se lembram quando Telmo Correia, ainda na JC, "largou" Manuel Monteiro e o seu grupo, depois de muito apoiado por estes, inclusivamente numa candidatura, em idade quase adolescente, à Concelhia de Lisboa, que perdeu. Manteve-se apoiante de Adriano Moreira mas no congresso do Altis apoiou Basílio Horta. Ganhou Manuel Monteiro como se sabe (apesar de dúvidas na votação, que se realizou altas horas da madrugada e com duvidosas procurações, já que nem creditação tinha havido e o presidente da mesa não as podia confirmar - na realidade, correspondiam aos militantes que, devido ao adiantado da hora, tinham abandonado a sala do congresso e que prestimosos apoiantes de MM foram apontando). Passado algum tempo, com muito jeito e alguma "cara de pau", Telmo Correia passou a ser, outra vez e para espanto de todos, um homem do Manel. Indispensável.
Até aparecer no horizonte a presidência possível de Paulo Portas. Mais um golpe de rins, mais uma "facadita" e aí temos Telmo Correia apoiante de Paulo Portas e a lutar, mais uma vez, contra MM.

Apesar das "duas facadas" é um produto da escola da JC do Manuel Monteiro. Apenas ambição e tacticismo. Nada mais. Supomos que nem princípios.

Ribeiro e Castro é um homem do CDS de 1974. Tem mantido uma postura correcta, cheia de bom senso e, mesmo nos anos em que se manteve afastado do partido, nunca lutou contra ele. Tem sido um óptimo deputado europeu. Apenas mantemos dúvidas quanto ao posicionamento político e ideológico em que colocará o CDS se vier a ser eleito. Não nos é caro se o partido se vier a afastar da Direita e se começar a dizer centrista. Quem sabe?

Perante tais candidatos, o que é que sucederá ao CDS/PP?




quarta-feira, abril 13, 2005

NON ABBIATE PAURA !

Também pela mesma "Visão" de que falo no post anterior, fiquei a saber que
D. José Policarpo "durante anos, temeu ser incomodado pela PIDE por receber o jornal Acção Socialista".

Devo dizer que isso explica muita coisa do que se passa nos dias de hoje.

Infelizmente.

HOMICÍDIO E EUTANÁSIA EM PORTUGAL

Há duas ou três semanas, durante vários dias, e por todo o lado, discutiu-se o problema de Terri Schiavo.
Porque não conhecia todos os dados, e porque eu próprio tenho dúvidas em relação a estas e outras situações, renunciei a emitir, nessa altura, qualquer opinião.

Qual não é o meu espanto quando, na revista "Visão" da semana passada (nº 631, edição de 7 de Abril, página 89), Fernando Dacosta, num trabalho sobre Sua Santidade João Paulo II, nos dá conta de um caso, no mínimo estranho, aparentemente passado em Portugal. E apresentado, ainda por cima, como altruísta.

Diz-nos Fernando Dacosta que uma médica lhe contou a seguinte história, que ele põe, aliás, em discurso directo:
"Há dias, entrou aqui uma velhinha em coma. Reactivámo-la. Olhou-me com uma tal tristeza, uma tal súplica que fiquei gelada." "Vim, depois, a saber que tinha 96 anos, que vivia sob as arcadas de um prédio, sem abrigo. E pensei: dar-lhe alta, como tenho de fazer, é condená-la à morte, uma morte horrorosa. Baixei os fluxos do ventilador, expirou serenamente, com a sua mão entre as minhas."

Uma situação destas, tão grave que chego a duvidar que possa ter existido, configura, para mim, um homicídio dos mais hediondos.
Aparentemente temos uma velhinha que se pode recompor de um problema de saúde e a quem a médica até pode - deve - dar alta.
A médica, entretanto, fica a conhecer que a velhinha vive sem abrigo. E, então, magnânimamente, mata-a. Não sem antes ter interpretado um olhar da velhinha que lhe pareceu de extrema tristeza, até de súplica.
Será que os sem abrigo que forem ao hospital - ou local em que essa médica trabalhe - continuam sujeitos a ser assassinados, presume-se por bondade, por esta médica? Ou então têm que ter cuidado com os olhares que lançam aos profissionais de saúde?

Em que país estamos?
As autoridades não tomam conta destes casos, nem os investigam, mesmo quando o seu conhecimento lhes chega pela leitura de uma revista?

domingo, abril 10, 2005

CONGRESSO DO CDS (I)

José Ribeiro e Castro, freitista (será ainda?), centrista, do antigo CDS, mas um Homem cheio de bom senso e com um percurso digno, decidiu concorrer à presidência do CDS-PP.

Será capaz de criar problemas à candidatura oficial, se sempre aparecer o candidato de quem se fala. É que, em termos éticos e morais, transporta uma enorme vantagem.

Santo António (Lobo Xavier, claro), com pena de quem vê do exterior, não valeu aos democratas cristãos.

CONGRESSO DO PSD (FINAL ... MENTE)

A união baronal, em conjunto com os dino-autarcas, venceu, como se esperava, o congresso.
Alcançou, em termos médios das suas várias listas, 56% dos votos.
Luís Filipe Menezes teve os restantes 44%.

Facto interessante e inesperado, mas revelador de como o povoléu laranja é sensível à "comunicação social", foi o resultado da votação das moções. É que, ao contrário do que se esperava, o mais prejudicado com a entrada de António Borges nas lides eleitorais, foi Luís Filipe Menezes e não Marques Mendes, que não chegou a perder 50 votos (os subscritores da moção de Borges, apenas).
O povoléu, apoiante de Menezes, foi atrás dos "media" e dividiu-se votando na moção a que recuso chamar sebastiânica, mas que podemos designar de enevoada.


CONGRESSO DO PSD (VIII)

Ricardo Costa, habituado à sua redacção monocolor (será preciso enumerar?), ainda não percebeu o que se está a passar.
Deixou de reconhecer que existem outros para além dos ps's?

sábado, abril 09, 2005

CONGRESSO DO PSD (VII)

Marques Mendes puxou da sua vantagem (a única, para além da companhia dos barões):

o ambiente político, que é como quem diz, o ambiente da "comunicação" social.

Um bom enterro é o que o espera, se acredita nisso.

CONGRESSO DO PSD (VI)

As baronesas mostraram-se muito activas no cerrar de fileiras com os barões, em torno da "união baronal".

CONGRESSO DO PSD (V)

UM BOM CONJUNTO DE INTERVENÇÕES


Alberto João Jardim foi incisivo e determinante, quer na defesa de Pedro Santana Lopes, quer na crítica aos "barões" do partido. Parece que está com Luís Filipe Menezes, mas não se "descoseu" em discurso directo. Fizémos uma pequena selecção de algumas das suas frases:

  • "Os interesses do regime estavam a ser postos em causa" (sobre PSL);
  • "O País é irreformável com esta constituição" (sobre a necessidade de reformas);
  • "eles são a união nacional deste regime" (sobre o PS);
  • "temos de pôr fim à simplificação de Bolonha nas nossas Universidades" (sobre a Educação);
  • José Guilherme Aguiar foi, também, uma agradável surpresa. Um desconhecido, Pedro Machado, também esteve excelente. Um presidente de secção de Lisboa, que exigiu respeito para com as bases e que resolveu pensar por si próprio, também foi muito aplaudido e esteve muito correcto.

    Será que a "união baronal" ainda vai perder?

    CONGRESSO DO PSD (IV)

    No seu discurso inicial, Luís Filipe Menezes deve ter aterrorizado os "pobres barões do partido".

    É que propôs que passassem a ser os militantes de base, em escrutínio próprio, a nomearem os candidatos a deputados. Isto para além de serem eles a eleger o presidente do partido, conforme já se sabia que proporia.


    Calculo o frio - ou melhor, o gelo - que perpassou pela espinha daqueles senhores. Já não foram candidatos, pelo menos uma parte significativa, nas últimas eleições. Se continuam a não ser candidatos, ainda vão ter que pedir o Rendimento Mínimo Garantido (ou será a Reforma Garantida?).

    Nota: imagem do site do XXVII Congresso do PSD.


    sexta-feira, abril 08, 2005

    CONGRESSO DO PSD (III)

    EXCELENTE É ENTENDEREM-SE AS COISAS... E OS NEGÓCIOS DA CHINA.

    Soube-se hoje que Pedro Santana Lopes e Bagão Felix acabaram com um negócio milionário - da China? - a António Borges e a quem ele representava.

    Segundo a "Sábado", o Estado Português contratou a Goldman-Sachs International por adjudicação directa e pelas mãos dos ministros, na altura, Carlos Tavares e "poupada" Manuela Ferreira Leite.

    O contrato previa uma consultoria, para dois negócios especiais, assegurada por António Borges e pela "sua equipa". O pagamento a efectuar pelo Estado pressupunha uma avença mensal por cada um dos negócios, para além de prémios pela realização dos mesmos.

    O Estado Português pagou por essa consultoria, só em 2004, 1,7 milhões de euros.
    Mesmo estando o contrato cancelado, mais uma vez se diz, graças a Pedro Santana Lopes, o Estado pode ainda ter de pagar 13 milhões de euros de prémios. Que são válidos até dois anos após o cancelamento do contrato.

    Quem é que fica a entender melhor as coisas depois de conhecer isto?


    CONGRESSO DO PSD (II)

    Em hora de provérbios:

    Homem pequenino, ou velhaco ou bailarino.

    Se bailarino não é...

    CONGRESSO DO PSD (I)

    Quem seu inimigo poupa, às suas mãos lhe morre.

    Adeus Santana. Sofreste o mais incrível e execrável assassinato político.
    Todo o Senado te espetou a faca, e não apenas Brutus.

    terça-feira, abril 05, 2005

    MANUEL MONTEIRO

    Assisti hoje a um programa da Sic-Notícias, em que participaram o UDP, Luís Fazenda, e o homem que se diz de Direita, Manuel Monteiro.

    Em primeiro lugar quero notar a falta de estratégia do "nosso" político. Estando numa situação privilegiada para mostrar o que o grupelho de esquerda, BE, pensa sobre o Papa falecido, perdeu-se em devaneios sobre política geral. E isto apesar de o
    barnaberda ter tentado falar sobre isso. Porque é que o não deixou "enterrar-se"?


    Deplorável! e revelador mesmo de falta de estratégia. Manuel Monteiro podia ter feito com que os Portugueses passassem a conhecê-los melhor. Não foi capaz ou não quis. E, no entanto, é preciso aproveitar as oportunidades em que eles se querem revelar.


    Mas Manuel Monteiro não fez só isso. Criticou a Direita histórica Portuguesa e isso fez-me lembrar quem o nosso "direitista" é. E não estou a falar dos caricatos episódios da caneta na mão.

    Lembro-me perfeitamente quando fui apelidado de "fascista" pelo presidente do PND. O que, devo dizer, não me incomodou. Mas é revelador...

    E lembro-me, também, da situação gerada por MM e Nuno Abecassis quando, numa Assembleia de Autarcas do CDS e independentes, realizada em Aveiro, eu afirmei que não era centrista, mas sim de Direita. Justifiquei bem o facto por não querer depender de outros para me situar politicamente, que é o que acontece quando dizemos que somos centristas.

    Apesar de eu ter sido muito aplaudido, Manuel Monteiro tentou mostrar que ser de Direita, era horrível. E andou a aliciar pessoas, numa votação em que eu estava envolvido, usando esse argumento. "Lixou-se" e hoje as coisas são o que são...

    Também esteve - aqui, infelizmente com alguns amigos meus - na recusa de filiação de Paulo Teixeira Pinto quando este foi proposto para o CDS.
    O CDS achou que Paulo Teixeira Pinto era fascista.
    O PSD agradeceu.

    É esta a Direita que temos ao nível partidário...

    CUSTOU-ME ...

    Sou católico e impressionou-me muito a agonia e morte do Papa de Fátima, Sua Santidade João Paulo II.

    Dentro das regras da Santa Madre Igreja há "nuances" no modo como cada um encara o seu catolicismo e a sua religiosidade. Por vezes, sinto-me, em matéria de fé, quase um integrista, apesar de não advogar qualquer acto de violência como o que foi perpetrado, com alguma ingenuidade e pureza, pelo Padre Krohn há uns anos atrás.
    De maneira nenhuma, digo eu.

    Tudo o que disse serviu apenas para poder situar a minha opinião sobre o que se passou hoje com o nosso Cardeal Patriarca, Dom José Policarpo.
    Dom José Policarpo aceitou ser transportado num dos Falcon do Estado na sua viagem para Roma. Claro que não foi Dom José que avançou com o pedido ao nosso ateu Presidente da República (ou ao Governo, esperamos nós!).
    Parece-me que revelou foi uma grande falta de humildade quando aceitou o convite do PR.
    Não sei se o Bispo de Lisboa terá pensado, ou não, no custo de uma viagem dessas. Mas devia tê-lo feito.

    E a mim, essa tomada de posição, custou. Para além disso, não posso deixar de ligar esta atitude com as que o Bispo castrense - homem de confiança do nosso Cardeal - tem tomado, por diversas vezes, no âmbito político. Devem ainda estar lembradas as intervenções feitas na última campanha eleitoral por D. Januário Torgal Ferreira, em que atacou com pouca contenção Pedro Santana Lopes.
    Será que temos um bispado, em Lisboa, que defende um partido em que a maioria dos militantes é agnóstica, ateia ou "laica"?

    São tiros sucessivos nos pés. Deus nos livre.

    segunda-feira, abril 04, 2005

    TRADIÇÃO

    A tradição de um povo é a sua paternidade, a substância da sua personalidade, e esta constitui-se na consciência que cada povo tem de si próprio e que é sempre consciência histórica.

    Pois todo o povo, como todo o indivíduo, é, em cada momento da sua existência, mais ou menos original e criador, mas é também continuador de um processo histórico que é o desenvolvimento íntimo da sua consistência espiritual. ...É-se tanto mais original quanto mais se é verdadeiramente capaz de entesourar o passado.


    Giovanni Gentile


    RAZÃO E MULTIDÕES

    Cabe agora perguntar: será de lamentar que a razão não seja o guia das multidões? Não nos atrevemos a responder afirmativamente. Não há dúvida de que a razão humana nunca teria conseguido encaminhar a humanidade pelas vias da civilização com o ardor e a ausência que as suas quimeras lhe inspiraram. Filhas do inconsciente que nos comanda, essas quimeras terão sido, provavelmente, necessárias.

    Cada raça traz consigo, na sua constituição mental, as leis do seu destino, e a obediência a essas leis terá sido talvez um instinto inelutável, até quando sujeito a impulsos aparentemente irracionais. Afigura-se, por vezes, que os povos estão submetidos a forças secretas, semelhantes àquelas que obrigam a bolota a transformar-se em carvalho ou o cometa a seguir a sua órbita.

    O pouco que podemos pressentir dessas forças deve ser procurado no carácter geral da evolução do povo que a elas está sujeito e não em fenómenos isolados que pareçam, embora, manifestar essa evolução. Se apenas se considerarem esses fenómenos isolados, a história afigurar-se-à regida por casos absurdos.


    Gustavo Le Bon, Psicologia das Multidões, ed. Delraux, Lisboa 1980, pág. 115


    domingo, abril 03, 2005

       Homenagem ao Rodrigo Emílio


    No Salão Nobre do Palácio da Independência, repleto, prestou-se ontem a já divulgada homenagem ao poeta-soldado e amigo, Rodrigo Emílio.

    Dividida em três partes, começou esta homenagem pela leitura de textos de António José de Brito, Carlos Eduardo Soveral, José Valle de Figueiredo e Luís Sá Cunha que não estiveram presentes. Depois, António Manuel Couto Viana conquistou a assistência com as palavras, os textos e as evocações do poeta. Foi muito bonito de ver e ouvir. A seguir, falaram João Bigotte Chorão e Pinharanda Gomes e, cada um à sua maneira, tentou dar uma ideia do poeta e dos momentos que com ele viveu.

    Na segunda parte, disseram-se poesias do homenageado. Umas mais patrióticas, outras mais intimistas, numa visão muito completa do que foi Rodrigo Emílio.
    Alberto Correia de Barros, muito emocionado e sentido (e, também, muito nervoso), esteve muito bem. Seguiram-se António José de Almeida, calmo e mais intimista, Vítor Luís Rodrigues, muito patriótico e Luís António Serra, empolgadíssimo.


    Na terceira parte, José Campos e Sousa cantou como só ele sabe cantar. Isto, apesar de ter confessado que estava muito emocionado e que lhe ia ser muito difícil concentrar-se na música. Os temas apresentados foram os do seu último disco Rodrigamente Cantando. Esteve fantasticamente acompanhado à guitarra por um seu sobrinho e, mais tarde, pela arrepiante e genial gaita de foles de António Rangel.

    À Sociedade Histórica da Independência de Portugal só podemos agradecer e dar os parabéns pela patriótica iniciativa. Tudo esteve perfeito.

    E eu ESTIVE LÁ. Tal como o sexo dos anjos tinha previsto.

    Nota: o meu agradecimento ao JCCL pelas imagens.



    SUI GENERIS

    É o mínimo que se pode dizer da apresentação de condolências aos Católicos Portugueses feita pela mulata pintalgada do bloco de esquerda.

    EXTREMA ESQUERDA TROTSKISTA, ORDINÁRIA E TERRORISTA

    Algumas pessoas que se julgam bem pensantes, que gostam da moda e não fazem juízos de valor sobre os princípios que norteiam partidos e movimentos, têm votado e defendido como vanguardista um conjunto formado por grupúsculos e pequenos movimentos de extrema esquerda que para aí andam.

    Esse grupelho, liderado por alguns professores universitários que se julgam elevados à espuma da intelectualidade mas que, de vez em quando, mostram que a ignorância, nos dias de hoje, já se assolapou na Academia, mina para além dos jovens adultos que por eles são "ensinados", também alguns dos Portugueses mais desatentos e mais propensos a modas.

    É necessário que esses Portugueses os conheçam. Como eles se têm escondido atrás de algumas boas intenções muitas vezes repetidas, atrás também de alguma androginia do seu líder máximo, isso tem levado a concluir que não há perigo que dali advenha, e esses Portugueses têm sido bem enganados.

    No entanto há actos falhados reveladores da natureza desses repugnantes seres.
    Para que não duvidem do que estou a dizer, deixo aqui a marca dum desses actos falhados. Não para aqueles que já têm os seus princípios firmados, a quem peço que não cedam à tentação de seguir o link. Seria dar-lhes demasiada importância. Mas apenas para os que até acham que os indivíduos são giros, estão na moda e não têm perigo.

    A esses digo, ABRAM OS OLHOS.


    Nota: Porque é que indivíduos que escrevem aquilo nos seus blog's, vêm depois, na televisão, apresentar condolências aos católicos portugueses?


       Sua Santidade,
    o Papa João Paulo II

       Morreu João Paulo II, 

    o Papa de Fátima

    sábado, abril 02, 2005


    Os Portugueses em Oração por
    Sua Santidade, o Papa João Paulo II

    LI E NÃO ACREDITEI...
    O mais que apagado, durante os últimos anos, Miguel Anacoreta Correia, suspendeu o mandato na Assembleia Municipal de Lisboa devido a Santana Lopes ter regressado à Câmara.

    São estes tiros nos pés que eu gosto de ver.
    É a Direita comandada pela esquerda e pela sua ditadura ética e cultural.

    sexta-feira, abril 01, 2005

    INTERESSANTE E BEM PENSADA

    a
    mentira de 1 de Abril do Blasfémias.

    No entanto, e é pena, seria sempre difícil de acreditar. Não que Manuel Monteiro o não quisesse se lhe dessem oportunidade, mas impossível de aceitar pelas bases do CDS, que ele ajudou a dizimar.
    É que quem aprende a montar a cavalo, deixa de gostar de andar de burro!!

    Acrescentem-se alguns pequenos erros, como o do regresso de António Lobo Xavier - não pode regressar quem nunca saiu - e o da mediação de Caetano Cunha Reis, hoje a lutar, se calhar, por uma qualquer sinecura no Ministério dos Negócios Estrangeiros, e a mentira fica descoberta.

    A ideia, contudo, merece parabéns.

    "ERA RIGOROSAMENTE INCAPAZ DE FAZER UMA OBRA DESTAS, INCOMPETENTE ME CONFESSO".

    Foi com esta confissão espontânea que Marcelo Rebelo de Sousa terminou a apresentação, muito concorrida, do novo livro de José Adelino Maltez, o segundo volume de Tradição e Revolução.


    De entre as muitas pessoas presentes, pertencentes a vários quadrantes políticos do País, salientamos, como amostra, Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte Pio, o Doutor Marçal Grilo, o ex-revolucionário Carlos Antunes, Manuel Monteiro e, até, uma delegação da UNITA.

    José Adelino Maltez, "um amigo de sempre que mantém eterna cumplicidade" com o autor deste blog, afirmou entre outras coisas, talvez até mais importantes, que "o País não conversa, o País tem apenas canalizadores de opinião pública".

    Falou-se ainda da falsificação da História que se faz nos dias de hoje, em Portugal. Falou-se da História para além da história oficiosa do nosso País, especialmente no que se refere ao século XX.

    E acabou-se com um voto de verdade: "uma História onde os vencidos vão vencer".

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    Sítios Que Nos "Linkaram"

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