ABSONANTE

Na busca de Justiça, já cansado da ignorância e da desonestidade intelectual.

quarta-feira, março 30, 2005

ESTRANHEI!!.

Sinceramente estranhei que Alberto João Jardim se dissesse equidistante das duas candidaturas à liderança do PSD. E que, do alto da sua solidão de líder, proclamasse que os militantes da Madeira eram livres de escolher - como se isso pudesse não acontecer - quem era o melhor candidato.

No meu entender Alberto João Jardim está no mesmo barco de Luís Filipe Menezes e não deveria ter dito o que disse.

Mas as suas afirmações sobre a traição e os prejuízos que os barões têm causado ao PSD remiram-no.

PREOCUPANTE

A Polícia Judiciária anunciou a apreensão de 785 quilogramas de explosivos, todos plásticos.
Para além disso, a PJ apreendeu ainda detonadores eléctricos, milhares de metros de cordão detonante, e outros utensílios destinados a explosão de materiais.

Entre os explosivos plásticos apreendidos encontravam-se 70 quilogramas de goma2-ec, o material que foi utilizado no atentado terrorista de Madrid.

Segundo um dos inspectores, todo este material já se encontrava "integrado num circuito paralelo" ao normal. O que dá bem a ideia da sua periculosidade.
Para além disso e segundo a sic-notícias, este, ou parte deste material, encontrava-se à venda através de uma idosa de Baião que o transaccionava, sem grandes preocupações, com qualquer pessoa que a procurasse.

Parece que só não sofremos até agora qualquer atentado, porque os terroristas andam distraídos.

Será?

LEITOR AMIGO...

...fez-nos chegar o desejo de que abríssemos caixas de comentários. Desejo justo e, até, normal, se olharmos para a blogosfera.

No entanto, gostava de dizer que este blog não passa de um local perdido onde eu afogo as minhas mágoas, grito as minhas tristezas, lambo as minhas feridas e, principalmente, espero, extravaso a minha raiva. As alegrias, essas, já não acredito que apareçam.
No fundo este blog é um pessoalíssimo divã de psicanálise.

Não sei quantos dias, quantos meses, quantos anos (?) ele vai durar, visto o meu tempo ser muito reduzido. Tenho, ainda, de o dividir entre Coimbra, Lisboa e, dois dias por semana, esse belo Alentejo, onde dou aulas.

Se este blog se tornar mais do que isto - espero ajuda de pessoa amiga e companheiro militante - prometo que haverá as tais caixas de comentários.
Por ora é cedo e o tempo não me permite o cuidado que teria de ter para responder e manter em boa ordem esses comentários.
Desculpem-me os leitores e sempre que quiserem escrevam-me. Já recebi e já publiquei cartas de leitores.
Muito obrigado.

"Às vezes os melhores candidatos não são os candidatos melhores".

Confuso? Mesmo nada, dentro do contexto em que Jerónimo de Sousa o afirmou.
E disse-o quando lhe perguntaram se Manuel Alegre, um homem da esquerda mais à esquerda do PS, era um bom candidato, às presidenciais, para o PCP.

Lembrei-me então de outros candidatos, considerados "melhores candidatos" para outros quadrantes. Daqueles que acham que o Povo Português "não mete os ovos todos no mesmo saco". E que há meses, tal como há 9 anos, tudo fizeram para que os PS's chegassem ao poder.
Pensando que isso lhes facilitaria a candidatura a presidentes desta pobre república.

Que tenham os votos da direita do PS - será que isso existe? - ainda acredito. Mas daqueles que foram traídos seria de admirar, se continuássemos a ser da cepa dos nossos avós.

segunda-feira, março 28, 2005

BALADA DE CAMPAMENTO

Ao Tó-Zé de Almeida, dilecto companheiro dos
dias de desterro em Campamento; e amigo-como-irmão.

As manhãs de Campamento
vinham ter comigo à cama,
com as rajadas de vento
da Serra de Guadarrama.

De Campamento me lembro
sete dias na semana.
Panorama friorento...
Nevoento panorama...

O suor do esquecimento
já aos poucos se derrama
sobre o rosto do Convento,
que me chama... Que me chama!...

Convento de Campamento,
pousada samaritana:
- por fora, vento; por dentro,
acalanto e acalento,
à tona de tão mau tempo...,
ao lume de tanta lama.

Foi-me palco de advento
e adro de muito drama.
Confiei-lhe o meu lamento.
Solfejou-me o seu hosana.
(O meu último rebento,
que a três «manos» - mais - se irmana,
é natural do Convento
de Campamento; e lá dentro
teve berço, colo e... mama).

Cobrou lá, chama e alento.
, ganhou alento e chama,
como em qualquer sonolento
regaço de velha ama.
lhe granjeei sustento;
e, grão a grão, grama a grama,
lhe meti boca dentro
a papa quotidiana.
(Era de escasso alimento
essa niña franciscana...)

Revejo-a, a todo o momento,
de xalinho e em pijama,
no xadrês do pavimento
do Convento que a aclama
- mesmo se o seu turbulento
feitio de catavento
desponta por la mañana.

«gatinhou» a contento...
, colheu mimos... e fama.
lhe modelou o tempo
seu perfil de filigrana.

Ai dias de Campamento,
cinzelados a cinzento...,
bordados de renda e rama...,
na cerca desse Convento
que, adentro de mim adentro,
se protege do relento
da Meseta castelhana!...

Ora absorto, ora atento
ao isento isolamento
que azuladamente o banha,
alevanta-se o Convento -
ali, naquele epicentro
espiritual da Espanha...

- ... Alevanta-se o Convento;
e levita, paira, plana...,
como que a dar tempo ao tempo
e montanhas à montanha!...

Convento de Campamento,
minha tenda de campanha
entranhada serra dentro,
mas que a serra desentranha
num girassol de cimento -
- armado - por - quem - no - ama:

-
Mete a proa a contravento,
e faz, como as naus do Gama,
guerra ao tempo
e à moirama!...

Ai tardes de alheamento...
Serões de noite serrana...
Ai tempo à prova de tempo,
no bento recolhimento
das faldas de Guadarrama!

Ai tardes de alheamento
- e manhãs de cinerama!...

De Campamento me lembro
sete dias na semana.
Persiana... Paramento...
Paramento e persiana...

O suor do esquecimento
já aos poucos se derrama
sobre o rosto do Convento,
que me chama...

... Convento de Campamento,
templo de Marte e Diana,
a impor ao firmamento -
com expressões de nirvana...
- seu recorte corpulento,
seu aspecto macilento,
sua fronte soberana...

Rodrigo Emílio, Reunião de Ruínas

RODRIGO EMÍLIO

Faz hoje um ano que morreu Rodrigo Emílio. Repentinamente e sem, sequer, lhe termos podido dizer adeus.

A homenagem ao poeta, que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal vai realizar, é já no próximo sábado, dia 2 de Abril, às 16 horas.

Nessa homenagem, que vai decorrer no Palácio da Independência (junto à Igreja de São Domingos), serão lidos textos in memoriam por António José de Brito, António Manuel Couto Viana, Carlos Eduardo Soveral e, possivelmente, João Bigotte Chorão e Pinharanda Gomes; a seguir serão lidos poemas do Rodrigo por Couto Viana, António José de Almeida e Luís António Serra; por último, José Campos e Sousa cantará algumas das músicas que ele próprio compôs sobre poemas do homenageado.

sábado, março 26, 2005

EXTREMA ESQUERDA

Parece que Maria José Morgado vai regressar ainda com mais poderes. A magistrada aparece como a miss anti corrupção.

Por outro lado (e noutra onda?) será que vamos ter mais notícias nos jornais, a partir do jurista e fiscalista Saldanha Sanches?

TORMENTOSOS DIAS,

os dos Portugueses.

Matam-nos, assaltam-nos, ferem-nos e violam-nos a partir dos guetos em que residem. Culpam-nos por não terem a vida que desejaram, uma vida sem trabalho, com carros topo de gama e roupa de marca. Pagamos as suas associações e os seus clubes, locais onde aprendem o racismo, onde aprendem a odiar-nos e a atacar-nos. Pagos pela nossa boa intenção, julgando que os afastamos do crime. E é mentira. Apenas os acirramos mais. Cá, em Portugal, na nossa terra.

Matam-nos também lá, na terra deles. No espaço de uma semana mataram três de nós lá, na África do Sul.

Nunca mais aprendemos.

Nota: Parece que o novo governo quer alargar as possibilidades de naturalização. Não àqueles que vieram por bem e cá trabalham. Mas aos seus filhos, exactamente aqueles que nos atacam e nos assaltam. Para quê? Qual é ou qual será a nossa saída?

COISAS DE BARÃO

Alguns de entre os que me lêem pensarão, talvez, que eu seja do PSD, tal é a frequência com que critico muitos dos seus membros. Estão enganados e apenas se esqueceram
do que já escrevi neste blog em 19 de Fevereiro de 2005.

Esta introdução serve apenas para me referir ao novo "barão" do partido, o reputado economista António Borges. António Borges que já foi reitor do INSEAD, vice-governador do Banco de Portugal, já foi e é membro do conselho de administração de inúmeras empresas portuguesas e, ainda, desempenha o cargo de managing director e vice chairman da Goldman Sachs International, foi entrevistado pela RTP, não sabemos se por encomenda de Fernando Seara, marido em segundas núpcias da entrevistadora.

Foi interessante verificar que o economista, já com os "tiques" dos barões do partido, apoia Marques Mendes na luta que este trava com Luís Filipe Menezes e que visa a liderança do PSD.

Mas interessante mesmo
foi verificar que o apoio parece estar ao contrário do que António Borges pensa. É que, quando lhe foi perguntado porque é que só agora apoiava Marques Mendes, Borges traçou um perfil do que devia ser o futuro líder e que, segundo afirmou, Marques Mendes não possui. E que assenta direitinho em Luís Filipe Menezes.

Coisas de barão.

quinta-feira, março 24, 2005

DIA DA TRAIÇÃO

TRAIDORES E TRAIÇÕES RECORDAM-SE HOJE


Há quase 2000 anos um homem, de nome Judas Iscariotes, traía outro a quem chamava Mestre e entregava-O para ser morto. Tudo pelo preço de 30 dinheiros, o custo simbólico de um escravo, nessa altura.

Pela História muitos Judas Iscariotes foram aparecendo e desaparecendo, em todas as épocas e todos os lugares.

Na Lusitânia e em Portugal também tivemos os nossos. Ainda os tempos eram antigos e já tínhamos os traidores, tanto de Viriato como de Sertório. Mais tarde tivemos o conde de Ourém, na altura mais conhecido por conde Andeiro, vieram o Cristóvão de Moura e o Miguel Vasconcelos. Até um rei traidor, D.Pedro IV, por cá passou. E tivemos os que entregaram parte de Portugal, não há ainda muitos anos. E que tinham jurado defendê-lo.

Neste dia em que se recordam os traidores, lembro os mais recentes: aqueles que, pertencendo a um partido, traíram esse grupo por despeito e por inveja. Alguns até já tinham dirigido o partido. Outros traíram porque o seu "baronato" tinha acabado. A sua influência também. Outros traíram porque achavam que o futuro era deles. Que a traição ganharia. Outros traíram porque acreditam que o Povo Português "não põe os ovos todos no mesmo cesto". Neste caso até são reincidentes. Outros apenas por ódio.

QUE GRUPO!!! QUE PARTIDO!!!

Espero que todos tenham a sua paga.

EX

Parece que Freitas achou "injusta" a decisão do PPE de o suspender.

E, dizem as más línguas, que até se exaltou. Não sabemos se isso é verdade, mas da parte do ex-marcelista convicto, ex-procurador à Câmara Corporativa convicto, ex-presidente do CDS convicto, ex-CDS convicto, ex-presidente do CDS convicto já depois de ter sido ex-CDS e ex- presidente do CDS convicto, ex-centrista convicto, ex-apoiante do PSD convicto, ex-apoiante dos americanos convicto, ex-anti-americano convicto, ex-professor da faculdade de direito da clássica convicto, ex-apoiante do não ao aborto convicto e futuro ex-socialista convicto, tudo é possível.

terça-feira, março 22, 2005


Salvador Dali - muchacha asomada a la ventana

INTERESSANTE E REVELADOR...

...da honestidade intelectual do novo ministro das Finanças.

Este, no discurso que fez durante o debate da apresentação do programa de governo, teve a lata de se referir às "scut's" como um pecado capital do actual orçamento de Estado, pois o governo anterior não tinha deixado verbas inscritas para o seu pagamento.

Será que o actual ministro não sabe que o anterior governo havia planeado - quando o orçamento foi apresentado - a introdução de portagens para esse fim?

SERÁ VERDADE...

...Que antes de ser concedida a nacionalidade portuguesa ao assassino dos dois polícias, já este era perseguido por um homicídio no Brasil?

Nota: Sobre o que se pode inferir e julgar a partir do assassínio (e de outras realidades) será bom ler O cerco à Europa .

domingo, março 20, 2005

REFLEXÕES SOBRE O DÉFICE III -- POUPAR NAS FORÇAS ARMADAS

Pode dizer-se que sempre acompanhei de perto a vida militar. E que tive uma educação verdadeiramente militar. Cheguei, aliás, a pensar seguir a "carreira das armas".

Mas, com o 25 de Abril, quase todo o respeito que tinha pelos nossos militares morreu dentro de mim. Nunca percebi que aqueles que tinham escolhido a profissão a renegassem tão fortemente. Escolheram a profissão do combate e negaram-se a esse mesmo combate, acabando a esconder esse gesto atrás de intenções pseudo-políticas. Não cumpriram o juramento que tinham feito. E ponto final.

Até hoje não recuperei desse "trauma". Devo dizer que, no estado actual das coisas, penso mesmo que sustentar as nossas forças armadas é um luxo para que não temos posses. Porque não mandamos os militares de carreira para casa, com os ordenados pagos ao fim do mês?
E quando estes se acabarem, pronto. Acaba-se com o luxo. Civilizamos os hospitais e outras estruturas militares. E todos beneficiamos.

Para o que deviam servir, já mostraram que não servem. As paradas e "tatoos" até estão fora de moda. A Nato já deu o que tinha a dar. Não temos, para além disso, capacidade para nos defendermos. E vale mais não nos metermos onde não somos chamados.

O que devíamos ter era uma guarda militarizada que podia ser a Guarda Nacional Republicana, não fora o facto de esta já ter sido tomada, pelo menos em parte, por esquerdistas e sindicalistas.
Essa guarda teria uma ou duas esquadrilhas para poderem vigiar costa e fronteiras a partir do ar, algumas vedetas muito rápidas para que as nossas águas e ZEE fossem respeitadas e não servissem aos narco-traficantes e, ainda, forças terrestres que ajudassem as forças policiais urbanas quando fosse necessário e nos mesmos termos em que a GNR o faz hoje.

Quanto se pouparia? Não vale a pena pensar nisso?

Nota:A Áustria, integrante como nós da UE, não tem forças armadas. E não faz parte da NATO. E é interessante notar que, segundo o "Human Development Report" de 2004, Portugal gastou militarmente, em 2002, 2.1% do seu PIB. Essa verba terá aumentado nos anos de 2003 e 2004. O que nos coloca logo a seguir aos países do mundo que mantêm conflitos armados e aos que são os "guardiães" do globo. Neste particular, na Europa, só a França e o Reino Unido gastam mais do que nós. A Itália gasta o mesmo. A Alemanha gasta muito menos. Claro que os países árabes e Israel nos ultrapassam em muito.

REFLEXÕES SOBRE O DÉFICE II -- POUPAR NO ENSINO

Um facto importante, e que devia ser bem conhecido, é o custo, para os cofres do Estado, de um aluno do ensino superior.
Dizia-se, aqui há uns 3 anos, que a despesa média por aluno era de 7500 euros anuais (1500 contos em moeda antiga).

Comparando com aquilo que custa um aluno no ensino superior privado, pode dizer-se que nos 10 meses de ensino de cada ano lectivo, cada aluno do ensino público fica pelo mesmo preço de três alunos do ensino privado.
Não se compreende por isso que o Estado tenha tentado acabar com esse ensino superior privado. E fê-lo com várias medidas: proibição dos professores do ensino público de acumularem com o ensino privado, abertura de muitíssimas vagas mesmo que em situação deplorável, etc..

Não era mais fácil concederem bolsas e encaminharem os alunos para as universidades privadas? E não era muito mais barato? O défice agradecia...

E se estivessem preocupados com o nível do ensino, não era preferível deixarem os professores do ensino público acumularem e desempenharem as tarefas para que estão melhor preparados?
Em vez de os terem sem fazer nada ou a cuidarem da sua vida de outra maneira? E porque é que aos médicos, aos enfermeiros é permitido acumular, mesmo trabalhando muito mais horas, e não o é aos professores?

Nota: Apesar de tudo parece que as universidades privadas ainda servem, pelo menos, para que governantes, envergonhados por não serem licenciados, tirem os seus "canudos". Como aconteceu com o "nosso" (deles, arre!!) primeiro-ministro, José Sousa. Se é que alguma vez o tirou mesmo.

REFLEXÕES SOBRE O DÉFICE -- POUPAR NA ADMINISTRAÇÃO LOCAL

Os vários governos que tivemos até hoje esforçaram-se por descentralizar e deixar para as autarquias locais aquelas tarefas que davam menos nas vistas e que consideravam menos "nobres".
Claro que isso foi acompanhado das respectivas verbas, as quais são, muitas vezes, mal controladas pelos órgãos que existem com essas funções.

E é nas autarquias que vemos, então, muito dinheiro mal gasto. Obras de fachada existem aos montões por esse País fora. Por vezes chega-se até ao fim do ano com dinheiro a mais e sem se saber como gastá-lo. E então iniciam-se tarefas que não estão na vocação das câmaras, mas que estas optam por fazer mesmo que entrem em concurso com as iniciativas daqueles que têm essas obrigações.

E aquilo que sucede entre o governo e as câmaras é repetido, em menor escala, entre as câmaras e as juntas de freguesia. As juntas, especialmente as das freguesias urbanas, não têm muita razão para existir. E é interessante o dinheiro que recebem.
Acabam por distribui-lo, por exemplo, por "clubes" de copos e cartas. Pelo menos em Lisboa. E, por vezes, montam centros de saúde da junta quase ao lado dos centros do Serviço Nacional de Saúde. É que é preciso gastar as verbas que se recebem. Mesmo em coisas que não tenham justificação.
Neste campo e por associação de ideias, foi interessante saber que nos 308 municípios portugueses existem, nos dias que correm, 350 processos por ilegalidades.

sábado, março 19, 2005

GAROTICES MAL EDUCADAS

Segundo o Expresso, Freitas do Amaral vai ser expulso do Partido Popular Europeu onde estava filiado a nível individual. O motivo da expulsão será o facto de Freitas ter aceite fazer parte do governo do Partido Socialista.

Ainda segundo o semanário, parece que não haverá remoção do retrato de Freitas (antigo presidente da UEDC, integrante do PPE), por esta já ter sido feita há mais tempo.

Abençoadas garotices mal educadas
, ainda que estas não sejam comentadas nos mesmos termos em que o foram anteriormente pela "imparcial" comunicação social portuguesa.

quinta-feira, março 17, 2005

O LITORAL E O INTERIOR

A posição de Vítor Constâncio em relação às “scut’s” e a novos impostos
(ver Aumento de Impostos) tardou em ser notada, mas acabou até por ser discutida.

E nestas discussões quase sempre se nota falta de bom senso em muitas das afirmações feitas.
Não se pode afirmar que os habitantes do interior são pobres e que os do litoral são ricos. Normalmente até sucede o contrário. Aqueles que têm a mesma profissão, que trabalham numa agência bancária, numa repartição pública, etc., ganham o mesmo que os seus congéneres do litoral e têm gastos inferiores. Todos concordarão que o custo de vida é violentamente mais elevado no litoral.

Porquê, então, pagar portagens no litoral e não no interior?
Trata-se de um problema de consciência de alguns governantes e, diga-se de passagem, de um problema mal estruturado e mal entendido.


O problema do interior não é a pobreza dos seus habitantes. É a falta de infra-estruturas, a falta de desenvolvimento, o atraso estrutural.

O que é preciso é que se façam mais auto-estradas, hospitais, escolas e outras obras que desenvolvam aquele espaço, que tragam o interior para o nível do litoral.

E esse tipo de coisas, tenho a certeza, os habitantes do interior até pagam com gosto.

Nota: os novos pobres, envergonhados e discretos, escondidos e sem saberem o que fazer, estão exactamente no litoral e são constituídos pela antiga classe média. Foram empurrados para a sua nova situação por todos os governos desde 1999.




RACISMO E XENOFOBIA

Um estudo feito na UE sobre racismo e xenofobia – o maior dos realizados até hoje, segundo dizem - e noticiado pelo
Público, revelou que 50% dos europeus estão contra a entrada de imigrantes no espaço comunitário.
Apresentou ainda dados que nos fizeram reflectir. Portugal (ver
Seis em dez portugueses resistentes à imigração) “foi o quarto país, entre os Vinte e Cinco que actualmente compõem a União Europeia, a revelar uma maior "resistência aos imigrantes", com 62,5 por cento dos inquiridos a responderem contra a entrada de mais estrangeiros no país - número superior à média, que se situou nos 50 por cento”.

Durante anos – nos tempos de Salazar – Portugal foi um país tolerante e nada xenófobo. Ouvia-se falar do que se passava no resto da Europa e nem se acreditava, tal o fenómeno era desconhecido no País. Porquê então esta mudança tão radical? Porque os vários governos que tivemos abusaram da boa vontade dos portugueses. Acolheram sem critério e acantonaram sem explicação. Introduziram no País as máfias russa, chinesa, romena e ucraniana. Introduziram o crime bárbaro efectuado sem razão e sem sentido. Trouxeram a falsidade, a prostituição e os travestis brasileiros. Promoveram os guetos negros de onde se ataca Portugal e os Portugueses.
O Povo Português fartou-se!!

DE QUE É QUE ESTAVAM À ESPERA?

quarta-feira, março 16, 2005

AUMENTO DE IMPOSTOS

Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, ex-secretário geral do PS e homem extraordinariamente próximo do novo ministro das Finanças, veio dizer-nos que, pelo facto de não pagarmos portagens nas chamadas "scut's", vamos ter de pagar impostos mais altos.

Sugeriu o Governador do Banco de Portugal que esse aumento de impostos seja feito na área rodoviária.

Parece que vamos pagar ainda mais IA pelos veículos que adquirimos e mais imposto no combustível com que os fazemos andar.

A pergunta que se põe é: AINDA MAIS?

terça-feira, março 15, 2005

PARA SALVAR PORTUGAL

Em defesa de quase 9 séculos de História;

Pelo Desígnio Nacional que guiou os nossos avós;

Para que a nossa Língua e os nossos Costumes perdurem;

E porque não pode, em momento algum, uma geração decidir sobre a nossa Herança Cultural,

VOTA NÃO À CONSTITUIÇÃO EUROPEIA

Não te queiras diluir entre povos que nunca compreendeste;

Não te queiras misturar com povos para quem sempre estiveste de costas;

Não queiras estar nas franjas e na periferia do poder;

VOTA NÃO À CONSTITUIÇÃO EUROPEIA


Nota: O Absonante, a partir de hoje e até ao dia em que for efectuado o referendo sobre a constituição europeia, fará campanha pelo NÃO.

CONSIDERAÇÕES
Sobre um regresso à Câmara de Lisboa

Santana Lopes, contra tudo o que foi tentado, regressou às funções de Presidente da Câmara de Lisboa. Regressou de forma automática por ter deixado de ser primeiro ministro. Não precisava, nem precisou de enviar anúncios aos meios de comunicação social. Na ordem das coisas nada foi alterado.

Foi interessante ver, no entanto, o barulho dos - ou dum - vereador do PS na CML. Dizia ele que, de sábado até 2ª feira, se perdiam decisões inadiáveis. E dava exemplos: eram os prazos de indeferimento, eram casos nos tribunais, eram tantas coisas e todas elas daquele tipo em que não é possível fazer nada durante o fim de semana.
E nós lá vamos cantando e rindo e, principalmente, tendo de comer todo este lixo que o PS e a comunicação social nos servem. Não chego a perceber se o PS fez alguma sondagem que lhe deu dados indiciadores de que o povo português é burro, iletrado e maldoso. Mas que o partido vai demonstrando ter esse conhecimento e especialmente usando esse estilo com ganhos evidentes, disso alguns não têm dúvida.

Também foi interessante, aqui há uns dias, ver o prof. Carmona Rodrigues dizer a um repórter que não tinha a certeza da legalidade da volta de PSL à Câmara. Como o repórter devia ainda ser novato e não estar envolvido nas "grandes patranhas" que nos impingem, contestou que ele também tinha voltado e até tinha estado mais tempo no governo. O ex-presidente engasgou-se, meteu a viola no saco e andou durante uns dias a cantar noutras freguesias, que é como quem diz, noutros meios de comunicação. Foi lindo saber que a TVI, especialmente, estava preocupada com o facto de ele, Carmona Rodrigues, não saber no domingo qual era a posição tomada por Santana Lopes. Que, claro, não tinha tomado nenhuma posição. Limitou-se a deixar as coisas correrem de forma automática, isto é, ao deixar de ser primeiro ministro estava simultâneamente a voltar a ser Presidente da CML.

Mas não há dúvida. PSL para além dos inimigos poderosos que foi arranjando durante anos, pôde agora observar o valor de alguns dos seus amigos. Como este que ele, PSL, colocou na lista da Câmara que só ele ganhou, e que ainda por cima esteve no governo com o seu empurrão e a sua indicação a Durão Barroso. Se eu estivesse na sua pele, preferia os inimigos.


Nota: Também não deixa de ser interessante notar que os remoques de Pacheco Pereira a Santana Lopes continuam. É preciso dizer a JPP que PSL não é candidato a presidente do PSD.

sábado, março 12, 2005

INTERESSANTE

mas despropositado.

Na tomada de posse do governo, o novo primeiro ministro José Sousa anunciou que medicamentos de venda livre iriam ser vendidos noutros locais para além das farmácias.
Apesar da notícia ser interessante, aquilo que se esperava que fosse exposto, eram as grandes linhas norteadoras do governo.
Parece que a preocupação é com as "picuinhices". Ninguém sentiu?

Nota: No momento em que o doente canceroso se preocupava com a unha lascada, lembrei-me das folhas ultrapassadas na tomada de posse de Santana Lopes e da chuva de críticas que daí advieram. Onde estão esses jornalistas "imparciais"?

"PEQUENO" GOVERNO

1 Primeiro Ministro
16 Ministros
35 Secretários de Estado
1 Subsecretário de Estado
__________________
53 membros !!!!


Nota: Haverá algum castigo a pagar pelo único subsecretário de Estado que o governo tem?

IGREJA PORTUGUESA

As posições de alguns bispos portugueses, durante a campanha eleitoral, causaram estranheza nalguns meios conservadores. Foi notória, especialmente, a posição do bispo castrense que, por duas vezes e de forma quase apaixonada, tentou aliciar gente contra Santana Lopes.
Eu, desconfiado (alguns bispos, pelo menos, parecem-me já afastados das santas coisas e muito preocupados com as coisas materiais), achei que estava ali a pequena vingança pelo facto de Durão Barroso ter insistido numa nova concordata que obriga a Igreja a declarar e pagar impostos.

Hoje leio o Expresso e reparo que "o Governo deu 90 dias à Conferência Episcopal e às dioceses para cumprirem as suas obrigações sem qualquer penalização, contrariando as decisões habituais do Fisco". Fiquei sem saber se foi o antigo governo , se foi o novo que adiantando-se deu a boa nova...

Espero que tenha sido o antigo que, sofredor, não deixou de gostar de quem mais lhe batia.
Mas não consegui deixar de pensar em Freitas do Amaral e em "que não há almoços grátis". E que ainda há gente que paga os favores.
Estar-se-à à espera de outros favores em referendos próximos? Será que a principal instituição portuguesa vai deixar de defender a vida?

IMPARCIALIDADES

Jorge Sampaio, na posse deste novo governo, trocou a "tranca" de que se tinha armado quando empossou Santana Lopes pela "rosa" cheia de desejos de felicidade.

VESTIR A CAMISOLA

Na tomada de posse do novo governo, Freitas do Amaral foi o único dos novos ministros que apareceu de camisa cor de rosa. Se juntarmos a gravata vermelha, temos de admitir que o "ministro surpresa" não deixou de mostrar que veste a camisola dos novos senhores.

quarta-feira, março 09, 2005

LINHA - ou VIDA? - SINUOSA

Freitas do Amaral foi indicado para ministro de estado e dos negócios estrangeiros pelo partido que venceu as eleições.

Apesar do impacto da notícia, poucos terão sido surpreendidos por ela. Esperavam-na e ao mesmo tempo não acreditavam que fosse possível. Ainda achavam que, para isso suceder, era preciso "uma grande cara de pau", como diriam os brasileiros.

Mas "cara de pau" é o que não falta ao novo ministro; e desde cedo na vida a revelou.

Ainda muito novo, o seu muito admirado mestre e amigo Marcello Caetano nomeou-o procurador da Câmara Corporativa do regime. Nessa altura o ídolo de Freitas era o Presidente do Conselho de Ministros, a quem chegou a imitar na caligrafia - é, pelo menos, difícil de acreditar que tão grandes semelhanças nas mesmas sejam puramente casuais.

Com o golpe de 25 de Abril, Freitas ajudou a criar um partido que durante algum tempo foi completamente suplantado na Direita por outros movimentos e que tinha reduzida representação: o CDS. Efectivamente, partidos como o Movimento Federalista Português / Partido do Progresso ou o Partido Democrata Cristão ocupavam o espectro partidário da Direita.
Uma certa "traição" e a vontade de sobreviver levou a que esse partido, após o 28 de Setembro, tivesse ficado isolado em virtude de todos os outros terem sido ilegalizados.
A convergência das gentes da Direita para ele deu-se por inexistência de mais algum. Mas sempre ficou aquele "bocadinho amargo" do pacto MFA-Partidos em que FA participou.

A seguir, Freitas alia-se primeiro à esquerda (PS) e depois ao centro (PPD). Foi criada a AD. Acontece a desgraça/atentado. E Freitas não consegue esconder a vontade de ser líder daquele grupo que, naqueles anos, dominava a cena política portuguesa.

Pela primeira vez sentiu a desilusão de pertencer a um pequeno partido, um partido que não conseguia acompanhar nem a popularidade nem a ambição de quem o liderava. Abandonou essa liderança e, mais tarde, também o próprio partido. Envia uma carta a "suspender a militância".
Todos a entenderam como uma desfiliação, mas FA vem dizer tempos depois que não era nada disso, não senhor. Era uma espécie de interregno para pensar. No entretanto tinha sido candidato às eleições presidenciais e a sua vontade de se juntar ao PPD foi contrariada por este último partido - já liderado por Cavaco - ao negar-se a participar no pagamento das despesas que tinham ficado por pagar. Freitas amuou e, pela primeira vez, terá sentido a tentação de renegar o seu personalismo humanista e trocá-lo pelo socialismo.

No entanto, como ninguém lhe acena, FA recebe o enviado de Adriano Moreira, o jovem Manuel Monteiro, e concorda em voltar a liderar o partido de que já tinha sido presidente. É como se tivesse havido uma refiliação. Muitos consideravam-no desfiliado mas é um Freitas hábil que, na sua terra natal - Póvoa do Varzim - consegue a eleição.
Antes tinha impedido que propostas de mudanças estatutárias impusessem uma direcção sem remuneração. Sem honorários Freitas não queria ser presidente do partido.

Inicia o seu mandato mas rapidamente acaba às mãos de quem o tinha ido aliciar: o tal jovem Manuel Monteiro. Tentou convencer as gentes do CDS a ultrapassarem pela esquerda o PSD. Não foi capaz de levar esse projecto a bom termo. Deixa a presidência e desfilia-se novamente.

Já sem ser um perigo para o partido de Cavaco, consegue um cargo de referência - o de Presidente da Assembleia da ONU - com o apoio, principalmente, do PSD e de Durão Barroso, mas também do PS.

Quando Durão faz a sua caminhada para líder do governo, vemos FA a apelar ao voto no PSD. Fica à espera da retribuição pelo seu acto mas Durão nem se lembra dele.
Dois anos depois apela ao voto no PS. Este retribui-lhe com o novo cargo.

Dificuldades

de saúde conduziram ao meu afastamento da secretária onde trabalho.
Uma das consequências foi este blog ter ficado sem actualização, o que muito me penaliza.

Espero que tudo se normalize nas próximas 48 horas.

terça-feira, março 01, 2005

De um leitor (FV) do Absonante, uma citação de Epicteto para os Homens que ainda existirem

Se desejas ser bem sucedido, resigna-te, caro, face às coisas exteriores, por passar por insensato ou mesmo por tolo. Mesmo que saibas, não mostres qualquer saber; e se alguns te consideram alguém, desafia-te a ti próprio e desconfia de ti. Que saibas sempre, na verdade, que não é fácil de preservar a vontade em conformidade com a natureza, pois que, simultaneamente, sempre nos inquietamos com as solicitações do exterior. Ora que fazer? Só uma regra necessária se impõe: quando nos ocupamos da vontade tendo a natureza por fundo (e nossa íntima intenção) só a uma coisa nos podemos obrigar - evitar qualquer desvio daquele nosso primeiro propósito.
Epicteto, in 'Manual', XIII

Congressos

Continua a saga dos Congressos do PP e do PSD.

No PSD, a pergunta da geral é se já acabaram as inscrições para Presidente do partido.
Há muita gente ainda a afirmar-se "orfã" e à espera de Manuela Ferreira Leite.
Os "barões", principalmente, andam com medo de se adiantarem no apoio a Marques Mendes. Não vá a nossa "dama de ferro" fazer a vontade a António Borges e a Leonor Beleza.


No PP a pergunta da geral é se já começaram - ou quando começam - as inscrições para Presidente do partido.
Os Democratas-Cristãos já só votam. Militantes não há, a não ser aqueles que ocupam o "aparelho" hierárquico. E esses andam agitados. Fim à vista?


Desde Adriano Moreira que os militantes não são ouvidos e nem se interessam por eles (vão longe os tempos em que aquela sede do Caldas se enchia com as pessoas que o Luís Gallego e o António José de Almeida convidavam para jantar, ouvir música, ouvir palestras e, principalmente, darem a sua opinião. A propósito, por onde é que eles andam?).
Aos actuais militantes só os convidam para jantares/aplauso, e a pagar, claro. Que o partido não tem dinheiro, parece.
Quem é que quer ser militante dum partido onde não é possível dar opinião? Para que é que se pertence a um "clube" desses?

O facto de só existirem direcções (comissões políticas nacional, distritais e concelhias, quando as há) sem militantes para dirigir, é que não permite a concretização em votos das posições e propostas que o partido apresenta. Assim não se sobe, apenas se aguenta. Não há "massa crítica" ou outra, que absorva as ideias e as transmita e, também, não se faz proselitismo básico.

Quanto ao assunto que assusta alguns "hierarcas" do partido: Será que Portas vai mesmo forçar a candidatura de Telmo Correia, conforme disse o Expresso (e, no dia anterior, nós também) ?
Será que o PP vai definhar lentamente?

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Sítios Que Nos "Linkaram"

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