ABSONANTE

Na busca de Justiça, já cansado da ignorância e da desonestidade intelectual.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

O Último Ataque À Procuradoria II

  1. Se já se percebeu que nem Souto Moura nem o(s) procurador(es) envolvidos têm alguma coisa a ver com a divulgação das chamadas que fazem os nossos homens de estado com telefones pagos;

  2. Se já se percebeu que o pedido que dirigiram ao Juiz de Instrução não abrangia senão os telefones de uma única pessoa;

  3. Se o Juiz de Instrução - o tal que não é um investigador mas um Juiz de Garantias, conforme disse no passado Alberto Pinto Nogueira - também em nada contribuiu para a situação;

  4. Se a Juíza que autorizou a consulta não conhecia, nem lhe proporcionaram acessores informáticos que lhe permitissem conhecer (espera-se!), os outros registos;

  5. Porque continuam a atacar a Procuradoria (estranhando-se até que não ataquem os juízes ou, principalmente, a Juíza) ?

  6. Quem tem interesses a defender com esses ataques?

  7. E não há culpados? A PT não será culpada pela divulgação de informação que deveria proteger? E quem passou, para um certo jornalista, os dados informáticos do tal processo? E o jornalista a quem esses dados foram proporcionados, não anda, já há muito, numa roda viva para defender certos arguidos desse tal processo?

PROVAS CIRCUNSTANCIAIS

Porque é que o homem só aproveitou, nos seus cartazes, o vermelho - apesar de mais vivo - da Bandeira?

Porque é que o homem diz que gosta muito do "Grândola Vila Morena"? E que já é seu costume cantar aquilo?

Porque é que o homem afirma que sempre coleccionou, juntamente com a esposa, os discos - na altura ilegais - de José Afonso?

Porque é que o homem tem necessidade de nos andar a atirar à cara que sempre pertenceu ao povo e veio do povo? E que é o povo que deve mandar?

Estas são, na verdade, apenas provas circunstanciais.
Mas, mesmo assim, porque é que o homem tem o apoio dos partidos ditos de Direita?

domingo, janeiro 15, 2006

O Último Ataque À Procuradoria

Quem o perpetrou? A quem interessa? É motivado por vingança? Ou serão ajustes de contas?

Há algum partido político que queira "rebentar" com a Justiça em Portugal? Ou será que os atingidos por algum caso mediático querem que tudo fique "em águas de bacalhau"? Estará a acontecer tudo isso ao mesmo tempo? E em combinação?

Todos batem e ninguém tem razão? Ou há moral para o alarido?

E como é que dados delicados, melindrosos, são colocados em disquetes - o processo, logo aqui, parece rudimentar - tendo escondidos (?) outros dados tapados por filtros de Excel? Não se conhece a encriptação?

   Eu não voto 



Esta pose de estado, este ar artificial, esta composição, estudada para enganar o povoléu, não pode ter merecimento.





Esta cara forçada, estes músculos retesados, esta face fingida não pode enganar a Nação.

Como é que conseguem votar no sr. Silva?


P.S.: As fotografias mostradas são da revista "Sábado" de 12 de Janeiro de 2006.



quarta-feira, janeiro 11, 2006

O sr. Silva


O sr. SILVA É TÃO MAU OU PIOR QUE OS OUTROS.


SANTANA LOPES
e
CAVACO SILVA

A SIC-Notícias convidou Santana Lopes, ontem à noite, para uma entrevista.

O ex-primeiro ministro esteve sóbrio e seguro, mas deixou no ar o perfume de uma opinião, acerca de Cavaco Silva, que alguns "filiados laranja" ainda perfilham.

Lembrou que ele, PSL, (ao contrário de alguns traidores laranjas no passado, dizemos nós), não vai votar nos inimigos do seu partido.

E fez notar aquilo que nenhum dos possíveis votantes do sr. Silva admite, por razões eleitorais, mas que todos desejam: que Cavaco cause "sarilho institucional" com o (ou ao) Governo.

Caso isso não suceda, não vai para a presidência fazer nada a não ser ganhar mais uns trocos e coçar o umbigo (palavras nossas), deixando a Nação na trampa.
Devo dizer que é exactamente esta última opção que eu acho que o sr. Silva vai escolher.

Claro que todos os que têm inveja e/ou nutrem ódio por PSL (e que lhe fizeram a cama indecentemente quando este foi primeiro ministro) vão levantar-se a dizer que isto é vingança e que o "pobrezinho" do sr. Silva não merecia isto.
Esquecem, claro, a "má moeda", os cartazes de campanha e todo o mal que foi feito nas últimas legislativas e que todos estamos a pagar.

Atrás desses destiladores de ódio seguirão todos os carneiros habituais - o povoléu -, pois ainda não tiveram tempo suficiente para concluir pelas suas próprias e lentas cabeças que o que lhes fizeram a eles foi, exactamente, a cabeça.

P.S.: Já depois de ter escrito este postal, vi uma parte daquela que vai ser a intervenção do ex-grito do povo ou ex-ocmlp na "Quadratura do Círculo" de hoje. E, claro, não podia ser diferente.
Traidor de ontem é traidor de hoje e traidor de amanhã, ou seja, é traidor sempre.

terça-feira, janeiro 10, 2006

REVISÕES - O CODEX 632

Li, neste Natal, o romance de José Rodrigues dos Santos, O Codex 632.

Apesar do doutoramento em Ciências da Comunicação, o português usado pelo autor é naif.

Apesar de esse autor trabalhar há anos como jornalista, as descrições surgem muitas vezes onde não são necessárias e cortando o desenrolar da acção.

A história subjacente ao romance é boa. É muito boa.
Mas pertence, no essencial e nalguns aspectos acessórios, a Mascarenhas Barreto que estudou, durante 20 anos, as origens de Cristóvão Colombo.

Ficam dois "mimos" semânticos e históricos do autor, para se reconhecer como ele é bom e culto... E apanhados agora, assim ao acaso, abrindo as folhas do livro.
--> Página 13, linha 8 (primeira página do livro):
..."e eram cabelos grisalhos, alvos como a neve, tão brancos quanto a barba rala"...
(Será que é preciso dicionário para aprender o que são cabelos grisalhos?).
--> Página 288, linha 3:
"Foi no Castelo de São Jorge que viveram todos os reis portugueses desde que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros, em 1147."
(Só se nos esquecermos do próprio Afonso Henriques, Sancho I e mais uma série de reis da Primeira Dinastia que lhes sucederam).

A humildade do "escritor" também é notória. Especialmente quando dá uma lista de "autores que se revelaram relevantes para obter elementos relativos aos aspectos mais controversos e polémicos" sem dar uma bibliografia.
E metendo Mascarenhas Barreto no meio de uma série de nomes, quase para se não dar por ele.

Este livro vende. Mas para mim é como o voto no sr. Silva.
Benza-os Deus.



Os Inimigos dos Meus Inimigos
NÃO SÃO MEUS AMIGOS

Estou farto! Irrita-me!

A hipocrisia, o cinismo, o fingimento do sr. Silva são demais para mim.

Como é que esta Nação vota no sr. Silva?

quarta-feira, novembro 02, 2005


Lutas de Cães em Lisboa


Nos jornais que aqui leio, em Coimbra, fala-se por vezes de lutas ilegais de cães, que acontecem lá para os lados de Lisboa.

Ultimamente, porém, tenho ouvido falar de uma luta de mastins, legal, que vai realizar-se no início do próximo ano.

Na luta, muito desigual, parece que vão defrontar-se cães de várias raças. Dizem-me que aquele em que mais gente aposta, é um dobermann, muito escanzelado mas com muito mau feitio. Não é um bicho são, costuma ser traidor e traiçoeiro, mas todos dizem que vai ganhar. Parece que noutros tempos perdeu um campeonato com um pointer inglês que tinha pouca classe e que nem obedecia minimamente ao estalão da raça.

Um outro cão que vai estar presente, antigo campeão destas lutas, é um bulldog anafado que só pensa em dormir e descansar. Como já está muito velho e sarnento, dizem que só o canil a que pertence é que ainda acredita que ele pode voltar a ser o campeão. No entanto, à cautela, o canil vai levar um outro cão, um pastor serra da estrela, desconhecido nestas lutas, mas em que muitos apostam.

Sem qualquer hipótese, parece que na arena vão ainda aparecer um rafeiro alentejano e um irritante chihuahua.
Como detesto estes amaricados, minúsculos e inúteis cães, espero que o chihuahua seja bem castigado pelos restantes, especialmente pelo rafeiro alentejano.


terça-feira, novembro 01, 2005


Bolinhos e bolinhós e Halloween


Devo dizer que me causa alguma confusão quando se fala em Portugal do Halloween. A tradição, de origem celta, é muito antiga, foi aproveitada pela religião cristã e, no século XIX, comemorava-se em toda a Europa.

Dizem os americanos que foi no século XX que os irlandeses levaram o Halloween para os Estados Unidos. Mas as "lanternas" eram feitas com velas dentro de nabos e, dizem eles, só depois de chegarem à "terra das oportunidades", os irlandeses ficaram a saber que existiam abóboras e passaram a usá-las por mais convenientes.

Eu, quanto a mim, fui testemunha há 50 anos de uma tradição, já moribunda, que se usava aqui, na cidade de Coimbra. Dizem-me familiares com idade suficiente que há 80 anos essa tradição era prática comum.

E em que consistia essa tradição?

Em primeiro lugar, punha-se a mesa na noite de defuntos (de 1 para 2 de Novembro), para que estes, voltando à casa dos seus familiares, se pudessem banquetear.

Por outro lado, os meninos mais pobres (há 50 anos, aqui em Coimbra, eram as crianças do bairro da lata da Conchada, ali junto ao cemitério) vinham pedir pelas portas entoando uma canção que se chamava "Bolinhos e bolinhós". Esses meninos traziam abóboras cortadas de modo a fazer a figura de uma carantonha, abóboras essas que eram iluminadas com velas acesas dispostas no seu interior.

A canção, essa, dizia:

Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós,
Para dar aos finados
Que estão mortos e enterrados
À bela, bela cruz
Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Sentada num banquinho
Faz favor de vir cá fora
P´ra nos dar um tostãozinho.

Quando as pessoas a quem pertencia a casa abriam a porta, cantava-se:

Esta casa cheira a broa,
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho,
Aqui mora um santinho.

(e voltava-se a cantar o refrão, "bolinhos e bolinhós...")

Se as pessoas não abriam a porta, então era costume cantar-se:


Esta casa cheira a alho
Aqui mora algum bandalho.
Esta casa cheira a unto,
Aqui mora algum defunto.

(e, mais uma vez, o refrão.)

Os meninos, como eu disse, andavam com abóboras iluminadas por velas acesas. E, normalmente, recebiam muitas guloseimas e muitos tostõezinhos.
Esta era a tradição portuguesa ou, pelo menos, a tradição em Coimbra.
Parecenças com o Halloween americano?

segunda-feira, agosto 01, 2005


Rodrigo Emílio e o filho Gonçalo


Recebi com alegria e enorme saudade a notícia da abertura do site dedicado ao meu "amigo-como-irmão", Rodrigo Emílio. Porque há palavras que não podem ser substituídas, aqui deixo ficar o depoimento do seu filho Gonçalo.


Quando a 28 de Março de 2004 recebi o telefonema da morte do meu pai, estava longe de imaginar a epopeia informática em que me iria envolver nos 15 meses seguintes.

Durante mais de um ano, sempre que me sentei num comboio, metro ou autocarro aqui em Londres, trabalhei em prol do rodrigoemilio.com como se fosse a única coisa que importasse. E foi a única coisa que importou durante este tempo todo.

Juntamente com a minha irmã, a minha incansável irmã, desenvolvi este sistema para que todos possam de agora em diante usufruir da poesia de Rodrigo Emílio, meu pai. Nosso pai.

"Para todos os que lhe sentem a falta, tenho um conselho: LEIAM-NO!" - disse José Campos e Sousa.

Neste momento podemos ir mais longe e dizer: Leiam-no, ouçam-no e conheçam-no. Está tudo no RodrigoEmilio.com e de fácil acesso.

Por favor divulguem: http://www.rodrigoemilio.com/

Um agradecimento especial a todos os que estiveram também envolvidos nesta saga: Tera (minha mãe a quem dedico todo este projecto), Alberto Lima (Nonas), António Carlos Rangel, Sofia Ferreira, Raúl Pina, Catarina Sacadura, Alex Tsoucas, Bruno Santos, Jorge Queijo e Vanessa Ferreira.

Rodrigo Emílio, Presente!

Gonçalo Melo

domingo, julho 31, 2005

QUASE UM MÊS

Foi o tempo que estive sem escrever uma linha. Cheio de trabalho. E de calor também, porque a maior parte desse tempo foi passada no Alentejo, onde tive que acabar aulas (que se tinham atrasado) e exames.
Aqui, também tive os exames, essa tortura para quem tem de os corrigir. Acabaram ontem, sábado. E na sexta feira tive o penúltimo. E, horror máximo, estes ainda estão por ver.
Mas vou de férias amanhã. E hoje tinha que deixar, pelo menos, uma notícia: a abertura do site do Rodrigo.

terça-feira, julho 05, 2005

SEM CREDENCIAIS

Parece que o PS quis substituir o Procurador-geral da República, José Souto Moura.

O facto não teria a menor importância se o substituto, apresentado por esse partido, não fosse um não magistrado.

Temos assim um partido, dito de Estado, que é o grande defensor daqueles que não têm credenciais. Apresenta um primeiro ministro que só teoricamente é engenheiro, quer legislar para criar nacionais que não querem ser portugueses, e agora apresenta um procurador que não é magistrado. Defende casamentos entre aqueles que é impossível casarem-se, quer criar progenitores entre os que não podem gerar crianças.

Só "bluffs". Só "bluffs". E trampa cerebral!

domingo, julho 03, 2005

EXCERTOS DE UMA ENTREVISTA

Excertos de uma entrevista feita por "um minúsculo" a um indivíduo que abomino:

Era mais difícil suportar a tortura ou o isolamento?
Nenhuma delas era difícil. O isolamento durava uns meses, o caso Cunhal foi de anos, mas foi um caso único. Aliás, não sei bem quanto tempo foi, porque há uma péssima tendência para exagerar sobre a repressão. Nem sei bem porquê, porque na realidade ela foi bastante má.

E não o irrita o contrário, o branqueamento, dizer-se que não houve tortura?
Claro, a da direita, a quem custa muito reconhecer que houve. Mas eu penso que quando se denuncia a repressão, deve-se ser muito exacto. Ela era suficientemente criminosa. Dando um exemplo absurdo, é o mesmo que dizer que foram mortos, pelos nazis, 10 milhões de judeus. Não é preciso aumentar os números, foram 6 milhões, é a mesma coisa.

(Visão número 643)

À LAIA DE DESCULPA


Muito trabalho, muitas aulas e pilhas de exames que se vão amontoando esperando a sua vez para serem corrigidos, é assim a sina deste Absonante.

Aquilo que é quase dispensável tem ficado para trás.

O último postal, feito à pressa, até um erro de concordância tinha. Só hoje reparei.

As minhas desculpas aos leitores.

quarta-feira, junho 29, 2005

A LAVAGEM

Alguns indivíduos, para mim repugnantes mas que têm entrada nos media, resolveram fazer uma sessão de lavagem das mentes mais fracas da população portuguesa.

E o que querem esses sujeitos? Primeiro que tudo negar o chamado arrastão, mas com certeza virão, também, as culpas da polícia e a proclamada necessidade de mais um período de legalização de imigrantes. E depois uma nova lei da nacionalidade para que "os" possamos integrar.

Talvez seja bom lá estarmos também. A reunião é na Videoteca Municipal, no Largo do Calvário, amanhã, 30 de Junho, 5ª feira, pelas 21h30m.

terça-feira, junho 28, 2005

VALE A PENA LER

Carlos Blanco de Morais, no seu melhor estilo e conhecimento, discorre hoje, no DN, sobre a lei da nacionalidade.

Vale a pena ler o artigo em questão,
"Sombras sobre a lei da nacionalidade" , pois há muita matéria para pensarmos.

De qualquer modo, para o Absonante, parece desejável que, mesmo nacionais de 1ª ou 2ª geração (isto é, indivíduos já naturalizados), possam ser expulsos do País por má conduta, tal como acontece com os netos de emigrantes açorianos que somos obrigados a receber, vindos dos EUA, e que nem Português falam.

Por outro lado, quem desejar ter a nacionalidade portuguesa e desde que esteja nas condições para a ter (com estas condições a serem necessariamente restritas), deve ter de jurar a sua fidelidade a Portugal, para além de ter de fazer provas escritas que mostrem o seu conhecimento da língua portuguesa, bem como das suas leis, costumes e tradições.

SÓ ASSIM. E JÁ É MUITO.

segunda-feira, junho 27, 2005

PARABÉNS !!

O
"O Porta-Bandeira" faz hoje um ano.

Ao seu autor deseja o Absonante que se mantenha Português, atento, irreverente e politicamente incorrecto.

E que o seu blog perdure por muitos anos.

sábado, junho 25, 2005

A DECADÊNCIA


Um asco o que vi na televisão.
Metade da palhaçada era brasileira. Porque é que não ficaram a sujar a terra deles?

Com créditos para o "Nonas" aqui fica a seguinte entrevista:

Los activistas gays tratan de ocultar que hay personas que han salido de la homosexualidad, afirma Nicolosi.

Entrevista con el Dr. Joseph Nicolosi publicada en la Revista Católica "Studi Cattolice".

La homosexualidad no es 'normal', es síntoma de algún desorden. Según el doctor Nicolosi, en contra de lo que promueve el movimiento gay, no se ha demostrado que existan causas genéticas. Los problemas afectivos en el seno de la familia están entre las causas más comunes. Muchos homosexuales han dejado de serlo después de pasar por la asociación de Nicolosi.

El doctor californiano Joseph Nicolosi es cofundador y director de una institución americana que estudia la homosexualidad, la Asociación Nacional para la Investigación y la Terapia de la homosexualidad (NARTH). Desde hace varios años pone en práctica una terapia reparativa de la homosexualidad, es miembro de la Asociación Psicológica Americana y autor de numerosos libros y artículos científicos.


-Doctor Nicolosi, ¿qué es la homosexualidad?

-La homosexualidad es un síntoma de un problema emotivo y representa necesidades emotivas insatisfechas desde la infancia, especialmente en la relación con el progenitor del mismo sexo. En otras palabras: para el chico que no ha tenido una conexión emotiva con el padre, y para la chica que no ha tenido atención emotiva por parte de la madre, ello puede inducirlos a desarrollar un síntoma de atracción hacia el propio sexo u homosexualidad.

-¿La homosexualidad es 'normal'? Y ¿qué es normal?

-Yo no pienso que la homosexualidad sea normal. Aproximadamente, un 2% de la población es homosexual. Por tanto, estadísticamente, no es 'normal', en el sentido de que no está muy difundida. Además de esto, no es normal tampoco en términos de natural design. Cuando hablamos de ley natural, y de la función del cuerpo humano, cuando miramos la función del cuerpo humano, la homosexualidad no es normal. Es un síntoma de algún desorden. La normalidad es aquello que cumple una función conforme al propio design; esto es el concepto de ley natural, y en este sentido la homosexualidad no puede ser normal, porque la anatomía de dos hombres, los cuerpos de dos hombres, o dos mujeres, no son compatibles.

-¿Cuáles son las causas de la homosexualidad? ¿Existe una causa genética?

-Como he dicho, las causas de la homosexualidad se remontan a la autopercepción del niño o de la niña en la primera infancia. El chico necesita de una relación con su padre para desarrollar su substancial identidad masculina, la chica necesita de una unión emotiva o relación con su madre para desarrollar su feminidad. Es el sentido del género que determina la orientación sexual. En otras palabras, cuando un chico se siente seguro de su masculinidad, se siente naturalmente atraído por las mujeres. Y lo mismo ocurre con las mujeres: cuando una joven chica se siente segura de su identidad femenina, se siente naturalmente atraída por los chicos. El homosexual es una persona que carece del sentido de género, y por ello trata de remediar, o busca un remedio, a través de otras personas. Esta inclinación se hace sexualizada, y es por ello por lo que manifiestan el síntoma de la homosexualidad. Se habla mucho de las causas genéticas de la homosexualidad y más o menos hace veinte años en los Estados Unidos se hablaba del 'gen gay', o del 'cerebro gay', pero ningún estudio ha demostrado tal cosa. De hecho, los activistas gays en los Estados Unidos ya no hablan tanto de bases biológicas o genéticas, porque ningún estudio lo ha demostrado ni ha ofrecido tal confirmación. Son mucho más evidentes las causas familiares y ambientales, especialmente aquella que llamamos la 'clásica relación triádica' constituida por un padre distanciado y crítico, por una madre hiperinvolucrada, intrusiva y a veces dominante y por un chico constitucionalmente sensible, introvertido y refinado que está expuesto a un riesgo mayor de sentirse falto en la identidad sexual. Nosotros vemos este esquema continuamente. Reconocemos que en muchas personas hay una predisposición constitucional a la homosexualidad, pero es una cosa distinta a la predeterminación o a una causa' directa. Esto es, el chico puede ser constitucionalmente proclive a la homosexualidad, en los términos de su constitución pasiva o delicada, en su dificultad en crear un vínculo con el padre y en sentirse confiado para con el mundo masculino, pero es necesaria la 'clásica relación triádica' ambiental para crear un problema homosexual a un chico con esta constitución.

-¿Cuál es la diferencia entre gay y homosexual?

-Es esencial hacer esta importante distinción entre gays y homosexuales. Los activistas gay querrían que nosotros creyésemos que todos los homosexuales son gays. Nosotros no creemos que ellos sean gays. La palabra "gay" indica una identidad sociopolítica. "Homosexual", en cambio, es simplemente una descripción de un problema psicológico, de una orientación sexual. Las personas que vienen a nuestra clínica, que buscan una ayuda, tienen un problema homosexual, pero rechazan la etiqueta de "gays". No quieren ser llamados "gays" porque no se reconocen en aquella identidad sociopolítica y con el estilo de vida gay.

-El movimiento gay ¿es un movimiento por los derechos humanos?

-Desde un cierto punto de vista lo es, es un movimiento por los derechos humanos, o por los derechos civiles, porque todas las personas, no importa cuál sea su orientación sexual, tienen que disfrutar de los derechos civiles. De todos modos, ello no significa que la sociedad deba redefinir el matrimonio; esto es otro argumento que va más allá del objetivo de esta conversación. Nosotros creemos que muchos activistas gays han usado la cuestión de los derechos civiles o de las libertades civiles como una manera para oprimir personas que están tratando de cambiar, personas que están tratando de salir de la homosexualidad. Hay una población entera de individuos que han salido o que están saliendo de la homosexualidad, y este hecho es una amenaza para los activistas gays, que están tratando de suprimir y silenciar este punto de vista, esta población.

-Los investigadores dicen que los homosexuales sufren mucho. La causa de este sufrimiento ¿es la homosexualidad o la homofobia social?
-Nosotros creemos que hay sufrimiento para las personas homosexualmente orientadas en la sociedad, porque la cultura gay es minoritaria en esta sociedad y porque los objetivos sociales del movimiento gay constituyen una amenaza para el cuerpo social. Los gays quieren redefinir el matrimonio, la naturaleza de la paternidad y la norma social fundamental acerca del género y del sexo; por ello la sociedad se ha resistido a la normalización de la homosexualidad y a la visibilidad de los gays. Y reconocemos que ello sea difícil para las personas que se identifican como gay. De todos modos, de lo que no se habla es del desorden intrínseco en la condición homosexual. Nosotros creemos que la homosexualidad es intrínsecamente desordenada y contraria a la verdadera identidad del individuo. Muchos de los síntomas de los que sufren las personas gays y lesbianas no son causados por la homofobia social, sino porque su condición misma es contraria a su verdadera naturaleza. Muchísimos estudios demuestran que los homosexuales son más infelices, depresivos, predispuestos a los intentos de suicidio, tienen relaciones pobres, son incapaces de mantener relaciones a largo plazo, tienen comportamientos autolesivos e inadaptados. Pero no se puede simplemente decir que todo ello esté causado por la homofobia de la sociedad. En parte lo es, pero yo creo que la mayor parte de los sufrimientos se deben a la naturaleza desordenada de la misma homosexualidad, porque se opone nuestra naturaleza humana.

-¿En qué consiste la terapia reparativa?

-Es un tipo particular de psicoterapia que se aplica los individuos que quieren superar su atracción homosexual. Mira a los orígenes y las causas de esta condición, que ayuda a la persona a comprenderse, enseñándole a entender qué ha ocurrido en su infancia, a entender los sucesos particulares que le han ocurrido, especialmente en los términos de las relaciones con su madre y con su padre, y a ir más allá de todo ello. Intenta apoyarla para crear nuevas relaciones que son sanas, benéficas, y que compensan el vacío emotivo que se ha creado en su desarrollo. La terapia reparativa estudia realmente fondo las técnicas que son más eficaces para disminuir la homosexualidad de una persona y desarrollar su potencial heterosexual.

-¿Cuáles son las bases teóricas de la terapia reparativa?
-La terapia reparativa comienza, teóricamente, con la terapia psicodinámica, esto es, aquella que estudia las fuerzas subconscientes que gobiernan el comportamiento de las personas. Desde el punto de vista teórico, nosotros creemos que las necesidades emocionales no satisfechas se expresan indirectamente bajo forma de síntomas, y, en el caso de la homosexualidad, como atracción homosexual. Pero la homosexualidad no afecta realmente al sexo, sino más bien al intento de adquirir satisfacciones emotivas e identificación, complemento, a través del comportamiento homosexual. Un intento que, sin embargo, no funciona, y, por esta razón, las personas vienen a buscarnos. Muchos de los desarrollos teóricos están basados en la teoría psicodinámica clásica. Nosotros usamos muchos conceptos freudianos. Como es notorio, Freud pensaba que la homosexualidad era un desorden del desarrollo.

Aunque el mismo Freud fuera un defensor de los derechos de los gay, creía que el tratamiento debía estar disponible para aquellos que querían cambiar, y nosotros seguimos la misma línea. Trabajamos también con la familia de origen, ayudando al paciente a entender sus relaciones con ella y cómo el sitio ocupado por él en la estructura familiar lo ha conducido al fracaso en la adquisición del propio género.

"Sus sufrimientos se debían a causas emotivas"

El cambio es realmente posible. Nosotros vemos cada vez más individuos que quieren dar un paso al frente y dar su testimonio. Hace cinco años hubiera sido muy difícil encontrar un ex homosexual que quisiera exponerse, pero felizmente hay hombres y mujeres que eran declaradamente gays y lesbianas, que vivían un estilo de vida gay, y ahora quieren discutir abiertamente su proceso de cambio. Aunque les habían dicho que no tenían otra opción que ser gay, que tenían que aprender a aceptarlo, muchos de ellos ahora están casados y tienen niños. Estas personas han sido capaces de ir al fondo de las causas de su atracción hacia el propio sexo y han descubierto que sus sufrimientos se debía a causas emotivas.

En defensa del derecho a cambiar

En 1973, la Asociación Psiquiátrica Americana (APA) retiró la homosexualidad de su Manual de Desórdenes Mentales en una tormentosa sesión en la que el lobby homosexual culminaba tres años de fortísimas presiones. A pesar de las presiones, la retirada de la homosexualidad del catálogo de desórdenes mentales se aprobó por una mayoría de tan sólo un 58 por ciento.

La medida fue una victoria para el movimiento gay, pero una derrota tanto para los homosexuales que veían en su condición un desorden incompatible con su sistema de valores y con la vida que deseaban vivir como para los profesionales de la Psiquiatría que habían desarrollado técnicas terapéuticas para la rectificación de la orientación sexual.
¿Cómo seguir curando una condición que el propio órgano colegiado de la Psiquiatría había dejado de considerar patológica?

Ese motivo llevó a tres destacados especialistas norteamericanos -Joseph Nicolosi, Charles Socarides y Benjamin Kaufman- a fundar en 1992 la Asociación Nacional para la Investigación y Terapia de la Homosexualidad (NARTH), como respuesta a la creciente amenaza de censura científica.

NARTH, que cuenta ya con más de un millar de miembros, ha avanzado extraordinariamente en su objetivo de establecer las credenciales académicas de su actividad, a pesar de la presión de activistas homosexuales que han intentado que la Asociación Psiquiátrica Americana declare contraria a ética cualquier terapia que anime a los homosexuales a cambiar su orientación sexual.

Los profesionales que forman parte de NARTH, con un largo historial en terapias de rectificación, creen que los pacientes tienen derecho a un tratamiento y que la postura censora de los movimientos gay está poniendo en peligro ese derecho.
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quinta-feira, junho 23, 2005

NÃO ENTRA MOSCA MAS EM COMPENSAÇÃO...


O ministro Correia de Campos considerou que o facto de o Hospital de S. João, no Porto, ter uma prevalência de infecções hospitalares que representa o dobro da média dos outros hospitais de Portugal, era culpa dos profissionais de saúde.

Está mesmo a ver-se: ali, médico que não for sujo e porco não entra; médico que lave as mãos é despedido.
Todos os outros hospitais têm médicos limpos e, já se sabe, quando encontram um que não o é, tratam logo de o enviar para o Porto, para o S. João.
É ali que se juntam os médicos e enfermeiros mais porcos de todo o país.

Não valia mais o ministro estar calado? Se as estatísticas apresentadas são verdadeiras, é evidente que a culpa não é dos médicos, nem do pessoal de saúde que ali trabalha. A culpa residirá em quem é responsável pelas condições físicas que o hospital apresenta. Dir-se-ia que a culpa seria do próprio hospital se não houvesse responsáveis, entre eles ministros como este que, ainda por cima, já não é a primeira vez que o é.

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Sítios Que Nos "Linkaram"

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